Professora

É de causar vergonha e indignação a reportagem da edição passada com a heróica professora Cordélia Silveira, que após uma vida dedicada ao ensino da matemática, vê anos e anos de trabalho por água abaixo com a chamada e ofensiva “matemática moderna”. O resultado está nos exemplos que ela mostrou: todo mundo é preguiçoso, ninguém se importa, ninguém ensina, ninguém aprende nada. Lastimável. Malba Tahan Gonçalves, Teresina, PI.

Como professora aposentada, após 40 anos ensinando e tentando ensinar, sei bem o que é o desencanto da professora Cordélia Silveira. Constância de Albuquerque, Varginha, MG.

Para que tenham idéia do que é o ensino hoje no Brasil, eis duas respostas do exame de um engenheiro que me pediu para lhe dar aulas de reforço de matemática para um curso no exterior: “Um número concreto é aquele que vemos a olho nu” e “Número primo é aquele que tem íntima ligação com a unidade seguinte”. Incrível, não? Mas verdadeiro. Silas Coutinho, Marabá, PA.

Fui aluno da professora Cordélia Silveira, um privilégio que poucos conseguiram. Graças a ela e a seu talento e paciência para ensinar, adquiri paixão pela matemática e hoje sou analista de uma importante empresa em Wall Street. Bernardo A. Maydoff, Nova York, USA.

Brasília

Nas mensagens de parabéns pelo aniversário do SacolãoBrasil (última edição) pude ver como são vingativos e ressentidos esses políticos de Brasília. Alguns chegaram mesmo a ameaçar fisicamente vocês, pelo que pude entender. Fiquem firmes e mantenham a opinião de honestidade e independência que sempre pautou seu jornal. Roberto José Arruda, Brasília.

Com a prisão do governador do distrito federal, parece que uma nova era acontece em nosso país. Se a Justiça continuar assim, não haverá cadeia suficiente para tantos quadrilheiros. Ciro José Lima, Goiânia, GO.

Carnaval

Carlos Bonaventure, o tal Carlão de Momo (Sacolão 109), ganhou dois prêmios no Carnaval com fantasias horríveis e estapafúrdias. Onde foram os concursos? Embaixo de algum viaduto? Valdecir Paraguaçu, São Paulo.

Maldade de sua parte, Paraguaçu. Saiba que a Escola de Samba do Mato Dentro foi nos anos 60 uma das glórias da folia paulistana. E a modesta e honesta Associação dos Ex-Condutores de Bonde da Cidade está em campanha para trazer os bondes de volta para São Paulo.