| O
ano passado todo não parei de receber perguntas dos meus
leitores, sempre curiosos, não fossem eles roqueiros fiéis
e com sede de saber. Então, neste começo de 2010
resolvi publicar uma seleção das chamadas faq,
ou perguntas mais freqüentes. Eis as principais.
Gostaria
de saber quais são suas bandas de rock prediletas e, dos
solistas, quais os que você mais fica fissurado? Dany
Gomes, Pelotas, RS.
Esta
é fácil, Dany. Entre as bandas, minha paixão
é o grupo irlandês Busted Ears, cujo cd
,“Fuck Your Good Taste”, é pra mim o top
of rock no século 21. Entre os solos, o guitarrista
do mesmo conjunto, Emanuel Death of Melody
Fubar, é o máximo.
Na
sua coluna de janeiro do ano passado você disse que a rapper
Belinda Misfortune era um dos grandes desastres surgidos no mundo
musical em 2008. Agora que ela é uma das campeãs
de vendas internacional, como é que você fica? Célio
Lovejoy, Ubá, MG.
Fico
onde sempre estive, no alto, Lovejoy. Vender muito não
quer dizer qualidade, ainda mais se levarmos em conta que o grande
público, com algumas exceções, é um
monstro sem cabeça e, portanto, imbecil.
Um
cara avançado como você, Dado, adotou o apelido de
Ringo, um dos músicos mais cafonas de todos os tempos.
Qual é a sua? Mauro Augusto Lennon, Rio
de Janeiro.
Já
expliquei essa história várias vezes, mas vou repetir.
Meu codinome nada tem a ver com o Ringo, daqueles horrores chamados
Beatles. Meu pai era fã de faroestes italianos e quando
nasci me achou parecido com um mocinho chamado Ringo Jones, daí
veio o apelido.
Você
só escreve sobre estrangeiros. Será que não
temos no Brasil ninguém digno de ser citado, algum roqueiro
importante? Beto Ribas, São Paulo.
Não.
Sou
fã da coluna e acompanho você desde seus tempos de
baterista do grupo caipira Barril Velho. Queria sua opinião
sobre um assunto importante. Você acha que Jeremy “Fruitcake”
Crapp, o maior teórico do rock na atualidade, está
certo ao dizer que a tendência futura desse gênero
musical será incorporar-se ao neopostfunk, na primeira
fase, até desaguar definitivamente no grande oceano atonal
chamado synthpop noir”? Bradley Moreira,
Marabá, PA.
Acho.
Mas quem é mesmo esse cara? |