As faqs de 2009

O ano passado todo não parei de receber perguntas dos meus leitores, sempre curiosos, não fossem eles roqueiros fiéis e com sede de saber. Então, neste começo de 2010 resolvi publicar uma seleção das chamadas faq, ou perguntas mais freqüentes. Eis as principais.

Gostaria de saber quais são suas bandas de rock prediletas e, dos solistas, quais os que você mais fica fissurado? Dany Gomes, Pelotas, RS.

Esta é fácil, Dany. Entre as bandas, minha paixão é o grupo irlandês Busted Ears, cujo cd ,“Fuck Your Good Taste”, é pra mim o top of rock no século 21. Entre os solos, o guitarrista do mesmo conjunto, Emanuel Death of Melody Fubar, é o máximo.

Na sua coluna de janeiro do ano passado você disse que a rapper Belinda Misfortune era um dos grandes desastres surgidos no mundo musical em 2008. Agora que ela é uma das campeãs de vendas internacional, como é que você fica? Célio Lovejoy, Ubá, MG.

Fico onde sempre estive, no alto, Lovejoy. Vender muito não quer dizer qualidade, ainda mais se levarmos em conta que o grande público, com algumas exceções, é um monstro sem cabeça e, portanto, imbecil.

Um cara avançado como você, Dado, adotou o apelido de Ringo, um dos músicos mais cafonas de todos os tempos. Qual é a sua? Mauro Augusto Lennon, Rio de Janeiro.

Já expliquei essa história várias vezes, mas vou repetir. Meu codinome nada tem a ver com o Ringo, daqueles horrores chamados Beatles. Meu pai era fã de faroestes italianos e quando nasci me achou parecido com um mocinho chamado Ringo Jones, daí veio o apelido.

Você só escreve sobre estrangeiros. Será que não temos no Brasil ninguém digno de ser citado, algum roqueiro importante? Beto Ribas, São Paulo.

Não.

Sou fã da coluna e acompanho você desde seus tempos de baterista do grupo caipira Barril Velho. Queria sua opinião sobre um assunto importante. Você acha que Jeremy “Fruitcake” Crapp, o maior teórico do rock na atualidade, está certo ao dizer que a tendência futura desse gênero musical será incorporar-se ao neopostfunk, na primeira fase, até desaguar definitivamente no grande oceano atonal chamado synthpop noir”? Bradley Moreira, Marabá, PA.

Acho. Mas quem é mesmo esse cara?