| A
coluna Defecon (Defesa do Consumidor) foi criada
para proteger você, leitor e consumidor. Ela é coordenada
por Hércules Olhovivo, pseudônimo
de Atílio Diniz Sé Mendonça,
economista, advogado e especialista em pesquisa de preços.
Mas a nova seção só funcionará se
o leitor nos ajudar, buscando esclarecimentos, denunciando abusos,
alterações e omissões nos preços,
pesos, embalagens, rótulos e todos os truques usados pela
indústria, pelo governo, comércio e entretenimento
para enganar o consumidor.
É
curioso como o Natal mexe com coração e mente das
pessoas. Sem falar no bolso, claro. Digo isso porque recebi volumosa
correspondência dos leitores queixando-se, sugerindo e denunciando
artigos, pessoas e empresas que desde o princípio do mês
estão ocupadas e preocupadas com a chamada data máxima
da Cristandade. E preocupadas também em faturar o máximo
possível.
O
leitor Bertoldo Alvarenga, de Porto Alegre, por
exemplo, diz que o mês apenas começava e o preço
do bacalhau já estava “pra lá de Copenhague”.
Imagine até o fim de dezembro”.
“De minha parte, vou comer peru ou frango nas festas de
fim de ano”, ele garante. ”Por mais que adore bacalhau,
não pretendo pagar 90 reais por um quilo. Não quero
ficar com cara de trouxa e o bolso vazio”.
Noventa
reais o quilo?!! Diga onde é que vou correndo comprar!
Por aqui, o bacalhau já chegou aos 140 o quilo!
Mirna
Cotrim, de Recife, não está preocupada
com o preço alto do bacalhau, e sim com o champanhe. “O
que você acha, Olhovivo?”, ela pergunta, “Será
que vai subir muito? Adoro champanhe e minha família também”.
Eu
digo que o champanhe é um prazer só de fim de ano,
portanto, vamos beber. Agora, Mirna, vá devagar, prefira
os nacionais, que são muito bons.
Ana Maria Goffredo Lima, de Juiz de Fora, afirma
que, graças aos chineses, vai encher sua casa de “luzes,
luzinhas e luzões” e iluminar desde o telhado até
o quintal, pra dar um pouco de animação e elevar
o espírito, já que “o Brasil não está
bolinho”.
Realmente
as “chinesinhas” estão baratas mesmo. Só
tome um pouco de cuidado, Ana Maria, para não pegar fogo
no telhado, no quintal e na casa toda, pois essas luzinhas não
são assim tão inocentes como se pensa. |