Não aprendi a ficar rico

Sou formado em computação nos EUA, tenho uma empresa de assessoria sobre o assunto e há sete anos escrevo está coluna no SacolãoBrasil . Mas uma coisa não consegui até hoje: ficar rico com a internet.

O mais próximo a que cheguei foi com o meu nome, Bill Tates, que por ser parecido com o daquele bilionário, chamado Bill Gates, muitos me perguntam se somos parentes. Quem dera!

Já inventei vários sites, blogs e afins e nenhum me deu algo mais que dor de cabeça e despesas. Continuo tentando, até que um dia, quem sabe, a coisa vai dar certo.

Por enquanto, tudo o que tenho é inveja, muita inveja, dos caras que ficaram milionários ou bilionários com idéias simples e nas quais ninguém pensou, eu muito menos, de tão óbvias que eram.

Sem falar no meu quase xará, que esse é fora de série, tem o caso dos garotos que criaram o Google, o outro do Linux, o do twitter, e mais um monte de novos e jovens milionários que descobriram minas de ouro na net. Meu predileto é o garotão que, precisando de dinheiro para a faculdade, teve a idéia de lotear a tela do computador com anúncios classificados, publicados de graça.

Veio alguém, botou uma tira de anúncio vendendo alguma coisa, depois outro, mais outro e de repente a tela estava lotada de pedacinhos de coisas para vender e comprar. O sucesso foi tão grande que, de repente, também, veio alguém e ofereceu uma nota alta para comprar o site, algo em torno de um milhão de dólares. O garotão recusou, pois anda faturando tanto que já dá para cursar dez faculdades.

Por isso tudo, só me resta aumentar minha inveja dos jovens que estão surgindo a cada mês na internet. Nunca fizeram curso de computação nos EUA, não têm nenhuma assessoria e nunca escreveram para o SacolãoBrasil.

Mas estão milionários ou bilionários! Dá raiva ou não dá?