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Cientista revela
que a Mona Lisa
sofria de acne

Por
Leonardo Briccone
Enviado especial a Glasgow
A Mona Lisa, um dos ícones mais célebres da história
da humanidade, que há séculos encanta e desafia
estudiosos da arte, cientistas e pintores, não era tão
perfeita em sua enigmática beleza e inocência como
se imaginava até hoje e também como seu autor, Leonardo
da Vinci, a pintou.
Após
longos estudos, pesquisas e exames in loco em intermináveis
visitas ao Museu do Louvre, em Paris, onde está a obra,
o cientista Bernard Hoax-Fakeall, da Universidade de Aberdeen,
na Escócia, concluiu que Lisa Gherardini, a mulher que
posou para da Vinci, sofria de acentuado caso de acne facial,
que o gênio do pintor e a pátina dos séculos
encobriram.
A
descoberta, anunciada anteontem em Glasgow, Escócia, por
Fakeall, culmina anos e anos de estudos do cientista, que chegou
inclusive a fotografar escondido a pintura centenas de vezes,
usando equipamento de última geração, que
permitiu inclusive o escaneamento infravermelho de minúsculos
detalhes que não são visíveis a olho nu.
Quase
um acaso
“Claro
que, quando iniciei a pesquisa, dez anos atrás, não
estava procurando defeitos na pintura”, afirma o cientista.
“Quem sou eu para pensar nisso, diante de uma obra de tal
magnitude, um patrimônio artístico da humanidade?
Eu já estudara a pintura, a vida de Da Vinci e toda a Renascença
um sem número de vezes. Não posso afirmar que a
descoberta da acne deveu-se ao acaso. Mas foi quase isso”.
Fakeall
exibiu uma cópia da “nova” Mona Lisa e contou
na entrevista coletiva, no auditório da universidade da
capital escocesa, lotado de jornalistas do mundo inteiro, que
da Vinci, por volta de 1500, foi contratado por um rico comerciante,
chamado Francesco Del Giocondo, para pintar sua mulher, Lisa Gherardini.
Por causa do nome do marido, a pintura também ficaria conhecida
como “La Gioconda”.
Poucos
centímetros
“Da
Vinci, pintor de gênio e homem inteligente e cavalheiresco,
provavelmente disfarçou a acne no rosto de sua modelo com
pinceladas superficiais, mas capazes de esconder o problema, para
agradar a ela e ao marido”, especula Fakeall. “Pois
foi nas duas faces e na testa da Mona Lisa, onde havia anos eu
percebera uma coloração diferente do resto do quadro,
que concentrei minhas pesquisas, até chegar à surpreendente
conclusão de que ela sofria de acne.”
Diante
de espantados jornalistas, que acompanharam em total silêncio
a revelação do cientista, ele encerrou a entrevista,
dizendo: “É mais uma descoberta envolvendo esta suprema
obra de arte,que não cansa de surpreender a humanidade
há mais de 500 anos. E tudo isso numa pintura feita sobre
madeira de álamo, com apenas 77 centímetros por
53, que encerra um mundo de maravilhas e constantes descobertas”. |