| Caso
alguma leitora ainda desconheça, sou correspondente no
Brasil da revista Fashion Folies, de Nova York, o máximo
de sofisticação em todo o mundo. Para se ter idéia
da sua importância, ela tem, entre seus 45 mil assinantes,
oito reis, 35 princesas, 54 chefes de Estado e 150 executivos
que controlam nada menos que 85% da moda internacional, em maisons,
grifes e lojas especializadas.
Outro
dia, meu editor americano, Mark Lotofcrap, me encomendou um perfil
da Gisele Mädchen, focando no sucesso da biggest mega
model.
Shit,
eu pensei, o mundo já escreveu praticamente tudo sobre
ela, o que é que eu poderia oferecer de novo num artigo
desses? Jornalista que é jornalista não discute,
faz, ainda mais que o Mark é um darling, doce
criatura e o melhor chefe que qualquer uma adoraria ter.
Saí
em campo e fui bater na casa da família dela, uma pequena
cidade no Rio Grande do Sul, próxima da fronteira do Uruguai.
Claro que viajei num jato de última geração,
alugado pela revista. Se fosse de ônibus ou avião
comercial eu não faria a matéria, apesar do Mark.
Bem,
pra encurtar – mesmo porque o texto completo está
nas páginas da próxima edição da Fashion
Follies -, ofereço aqui alguns melhores momentos da
reportagem. Em primeira mão, naturalmente.
Gisele
vai lançar uma linha de artigos femininos, perfumes, bolsas,
biquínis, cremes e maquiagem, entre outros, sob o adorável
nome de Amor Meu (Love of Mine, em inglês).
Negou que se mudará para a Itália, terra da família
do marido, mas vai manter as mansões em Nápoles,
Tóquio, Sri Lanka e Bangladesh. Será a estrela do
filme americano “The Lucky Girl From Brazil” (A Garota
de Sorte do Brasil). Recebeu e recusou convite para apresentar
um reality show no México, enfatizando sexo entre
os candidatos. Recusou dez ofertas milionárias para posar
nua em revistas. E, surpresa, desmentiu os boatos de que estaria
grávida do marido, o jogador de futebol Marinaldo Giotto,
o Carlão. |