| Depois
de ouvir duas versões, altamente confidenciais, e entrevistar
durante três semanas nos bastidores das duas emissoras nada
menos que 23 funcionários, do mais alto escalão
ao anônimo, finalmente posso contar aos meus leitores o
que há de verdade e mentira na briga entre a Rede Brasil
Grande e a TV Paratodos, uma acusando a outra, em pleno ar e no
horário nobre.
O
miolo do problema, claro, é a velha guerra de audiência,
mas há algo mais em jogo, muito mais, principalmente aquilo
que os autores de telenovelas gostam de definir como “vil
metal”, isto é, o popular dinheiro.
Sem
muito comercial, vamos direto ao ponto. Um dos estopins da disputa
foi um grande galpão de 50 mil metros quadrados na Vila
do Bispo, zona oeste de São Paulo, com o qual a emissora
pretendia se expandir. Segundo um diretor da Paratodos, sua emissora
fez uma oferta irrecusável, de 30 milhões de reais,
em oito prestações. Acontece que, depois de praticamente
aceitar a oferta, o dono do imóvel voltou atrás.
Supresa e decepção, e nenhuma explicação.
A
verdade: a alta direção da Brasil Grande, cujo vice-presidente
é cunhado do proprietário do terreno, exigiu a recusa.
Motivo: sua emissora é a dona do terreno vizinho e achou
que, além da provocação da vizinhança,
haveria possibilidade de algo mais sério por parte da rival,
por exemplo, a construção de um estádio de
futebol, um templo religioso, uma balada ou algo assim. Ou, o
pior, segundo um porta-voz da emissora: um atentado contra as
instalações da Brasil Grande. Isso mesmo, um atentado!
Outro estopim da disputa: a Paratodos tentou contratar o apresentador
Fausto Fatso, por 850 mil reais por mês, pagando cada centavo
da rescisão do contrato (na casa dos 14 milhões).
Fausto ficou tentado, mas foi impedido pela direção
da emissora, que inclusive o teria ameaçado fisicamente!
Que coisa, não, gente?
Essa é a verdade verdadeira, o resto é especulação
e fofoca. |