| Fiquei
fora da minha coluna por três meses, fazendo um curso de
aperfeiçoamento na Finlândia, relacionado a sexoterapia
e doenças sexualmente perigosas. Foi o quanto bastou para
minha corres-pondência (tanto no computador quanto em minha
caixa do correio) acumular-se em níveis poucas vezes vistos.
Além
da responsabilidade de tentar responder a todos e a todas (os
homens são esmagadora maioria), fiquei impressionada como
os problemas relacionados ao sexo cada vez mais atormentam a todos.
Infelizmente,
não há condições de responder a todos,
orientando, aconselhando e dando apoio moral e profissional a
tanta gente que me escreve. Por isso, vou publicando mensalmente
uma espécie de “pacote” onde reúno as
principais preocupações de leitores e leitoras.
Ei-las:
Marido
Enganado (Muriaé,MG): “Pare com a choradeira,
meu caro. Saia em campo, o mundo está cheio de namorados
em potencial.” – Desiludida
(Brasília): “Que papo é esse, moça?
Se apaixonar por um senador é querer sofrer mais do que
o resto da humanidade.” –Leito Frio
(Vila Velha, ES): “Quem esfriou primeiro na cama, você
ou ele? Não vi nada sério no seu problema. Talvez
seja apenas o rigor do inverno. Aguarde o verão e volte
a escrever.” – Flagrante (São
Tomé das Letras, MG): “Chamar você de ‘pecadora’
por surpreendê-la assistindo vídeos pornôs
da pesada não passa de preconceito do seu marido. Na próxima
sessão, convide-o para assistir também.”
– Maria Aparecida (Caruaru, PE): “Se
a vizinha olha para você da janela com paixão, dê
em cima dela, mesmo sendo casada. Quase sempre, Maria Aparecida,
a ação é melhor que a omissão.” |