Senadores e outros ultrajes

“O que aconteceu foi o seguinte: viajei com minha família de 10 pessoas para os Estados Unidos, mas paguei quase todas as despesas, ainda que, depois, fui ressarcido, pois, de acordo com a legislação, temos o direito de receber o bônus compensatório relativo a viagens de estudos, e além do mais, minha filha e minha mulher fazem parte do comitê de intercâmbio cultural, artístico e científico entre nosso país e os Estados Unidos, o que permite gastos pessoais e coletivos de até dez mil dólares... E se você não está satisfeita, que se dane, junto com o seu jornal.”
- O senador José Paulo Sirney, tentando explicar sua viagem à repórter Marina Silva de Almeida.

“Senador, vamos sair daqui, essa gente não merece explicações, muito menos respeito, depois da crise que criaram no Senado.”
- Fernando Calheiros de Melo, assessor do senador Sirney, levando-o pelo braço para longe dos repórteres.

“Ele é um ingrato e mau caráter. Não era ninguém quando fui buscá-lo como contrarregra de um programa infantil e fiz dele um astro. Agora se mandou por uns trocados da outra emissora.”
- Sinval Carnosso, diretor executivo da TV Noite e Dia, sobre o apresentador Bob Evilaine, contratado pela Rede Brasil Grande.

“Trocados coisa nenhuma, fui contratado por quase 100 mil reais por mês pela Brasil Grande, dinheiro que a Noite e Dia nunca teve. Além do mais, venci pelo talento, não por causa do Carnosso.”
- O apresentador Bob Evilaine, respondendo a Sinval Carnosso.

“Ele talvez tenha sido o maior amor da minha vida, entre todos os outros. Uma pena que nossos corações não se entenderam.”
- A estrela de novela Graciela Day, de 59 anos, sobre o fim do seu casamento (o 11º) de nove meses com o taxista Gonçalo Gomes, de 25.

“Considero uma imperdoável maldade da Jandira. Ela tinha todos os privilégios aqui em casa, e até o champanhe francês que bebia era o mesmo nosso.”
- A socialite e milionária Joyce Dorina Grenier, sobre ação movida contra ela pela antiga empregada Jandira Gomes, que exige R$ 10 mil em salários atrasados.

“Champanhe uma ova. Nunca bebi essa droga na casa dela, o que eu tomava de vez em quando era uma ‘branquinha’. Tudo lá era trancado com chave. O que eu quero é que ela pague o que me deve, o resto é milonga.”
- Jandira Gomes, contestando a ex-patroa Joyce Dorina Grenier.