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Desilusão de amor
faz de brasileiro
o homem mais
tatuado do mundo
Por
Eveline Dreck
do site Faces
A
cabeça, o rosto e até o pescoço estão
inteiramente cobertos de coloridas tatuagens. Não há
um só centímetro vazio. Quem vê pela primeira
vez Ivanir Daversa, um simpático e sorridente industrial
de 43 anos, só tem uma reação: susto e surpresa.
Ele diz que já se acostumou com os olhares espantados das
pessoas nas ruas, depois de tantos anos. Para provar que vive
em paz com sua aparência conta que mandou uma foto para
o livro Guinness dos Recordes e foi facilmente escolhido o homem
mais tatuado do mundo.
Mas
por que tantas tatuagens? É a primeira pergunta que fazem.
Os motivos são inesperados e surpreendentes.
Sua
explicação é que a família Daversa
é de apaixonados e passionais. O pai teve cinco esposas
e enlouqueceu quando a última o abandonou. Um tio chegou
à beira do suicídio quando soube que a mulher o
traía com o próprio irmão, e passou dois
anos numa instituição psiquiátrica, até
se apaixonar pela enfermeira, com quem se casou e teve oito filhos.
Sete
amores
Com
esse background, Daversa garante que sua vida sentimental e amorosa
tinha de ser complicada, pois DNA é fogo.
“Sou um sentimental, me apaixono com a maior facilidade,
e não é futilidade não”, ele garante.
“Me entrego de corpo, alma e mente. Mas nem sempre sou correspondido.
Na verdade, das minhas sete paixões (até agora),
só uma me trouxe a felicidade. Infelizmente, morreu cinco
anos depois do nosso casamento. Em desespero, fiz cinco tatuagens
no rosto em homenagem a ela”.
Ele conta que a primeira tatuagem foi em Paris, onde se apaixonou
perdidamente por uma dançarina de can-can, chamada Suzette
Lepoulet, ciumenta e dominadora, que vivia lhe pedindo provas
de fidelidade e amor.
Coração
e corpo
“Ela
me desafiou para eu provar que a amava de verdade. E disse que,
para isso, eu teria de fazer uma tatuagem no rosto. Não
hesitei, e corri para um tatuador amigo meu, que tinha uma lojinha
em Montmartre. À noite esperei-a na porta do cabaré
onde ela trabalhava. Quando me viu, levou um susto e logo em seguida
abriu um grande sorriso, pois provei que a amava mesmo”.
Na
quinta paixão infeliz já não havia mais lugar
no rosto onde fazer tatuagem. Então, passou para o peito
e as costas. Hoje, depois de tantos anos e desilusões de
amor, ele confessa que não se arrepende de nada.
“Pelo
contrário, ainda há muito lugar no coração
e no corpo para mulheres e tatuagens”, ele garante.
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