Caetano encanta os asiáticos

Recebo emocionado e-mail do amigo e top roqueiro Caetano “Dendê” Dindon, ora em turnê com sua banda pelo distante e misterioso Vietnã, isto mesmo, Vietnã, que também ama nossa música jovem.

Acho que não há ninguém abaixo de 30 anos (eeccaa!) que não ama Caetano e seus geniais roqueiros, não é, galera? Quem consegue esquecer hits como “Abaialorerê Manhatã”, “Zorra Jovem e Nós”, “Ufa, Up, Down and Away” e a obra-prima, gigante do garage rock, “Shit no Way, Man”?

Eu poderia encher toda a coluna com sucessos e frases geniais de Caetano, que muitos consideram nosso maior intelectual , ou o profeta, o filósofo do rock, embora já esteja na decrépita idade de 38 anos. Mas como ele mesmo diz, “o que importa é a mente, o coração, e não a carne”. Coisa de gênio, não é, smart people?

Não é preciso dizer que sou fã de carteirinha do homem, e já assinei o prefácio de um dos 38 livros dele, intitulado “Amor ou Love, Love ou Amour?”, que o crítico do mais importante jornal americano, Jon Paredes, considera “essencial para se entender o universo da música dos jovens”.

Que honra pra mim, não?

Lembro tudo isso para meus smart leitores porque nunca é demais exaltar um patrimônio musical nacional (e internacional) como ele. E ainda mais agora que, com seus dois brilhantes side kicks (Caristeu Abakulelê e Josivaldo da Encarnação), faz uma extensa e pioneira turnê por 30 países do Sudeste Asiático, levando a milhões de pessoas a força, a beleza e a vibração do moderno rock brasileiro.

Valeu Caetano, é isso aí, gênio!