Amostras e brindes
contra a crise

Minha filosofia de vida, que sempre enfatizo nesta coluna, é não exagerar, não querer o grande, muito menos o maior, e sim ficar com o essencial, embora pequeno, desde que útil.

Ainda mais agora em que, apesar da economia brasileira dar uns trancos para o alto, a classe média está cada vez mais apertada e espremida no seu canto por causa do dinheiro curto.

Tenho um amigo, pai de três filhos, com um emprego no telemarketing, que mal dá para sustentar a família (a mulher, para piorar, ganha parco salário de jornalista), lutando bravamente para cumprir o sustento dos seus.
Além de fazer biscates sempre que pode, descobriu um jeito de levar uns extras para casa. Gratuitamente.

Ele encontrou no pequeno, na verdade, nas miniaturas, um modesto alívio para seus problemas financeiros. Em lojas, supermercados, feiras e outros eventos, ele cata tudo que oferecem em amostras e brindes!

Para se ter uma idéia, há vários meses não gasta dinheiro com açúcar, sal, café, iogurte, margarina e vários outros itens. Tudo ele consegue de graça. Alto, boa aparência, sempre de terno e gravata, ele parece um executivo. Tudo o que faz é parar perto da demonstradora de uma degustação qualquer, pedir para provar, dizer que gostou muito e lhe dão mancheias do produto. Dessa maneira, foi juntando coisas e hoje o armário e a geladeira da cozinha tem bom suprimento desses brindes.

Claro que precisa comprar todo o resto da alimentação, mas com essas miniaturas ele garante estar fazendo grandes economias. Mas não é fácil, é preciso procurar, pois mesmo brindes e produtos gratuitos não são fáceis de achar. Mas meu amigo já adquiriu know-how e sabe aonde ir.

Eis aí, caros leitores, a minha sugestão para enfrentarem os problemas do orçamento doméstico apertado. Portanto, pensem amostra, pensem brinde!