Curtas e cultas

Quem está de volta ao Brasil é o precoce Rosevaldo Burberry, que aos 18 anos tornou-se mundialmente famoso com seu romance “Quase”, obra de exceção e que deixou perdida a crítica internacional. Com o ressentimento habitual, Richard Llewellin Manure, do jornal “Desert Times”, da Namíbia, disse: “Se entendi duas ou três páginas, desse tijolo de 830 páginas, foi muito”.
É a tal coisa: quem é incompetente não deveria escrever em jornal, muito menos fazer crítica de livros...

A socialite e benemérita Ernestina LaPorte está lançando seu oitavo livro sobre culinária, desta vez apresentando a exótica, deliciosa e desconhecida cuisine de Brasov, região central da Romênia, terra natal de seu bisavô. Um doce ser humano, Ernestina merece o sucesso que está conseguindo com seus livros, que já venderam, somente na Rússia e EUA, mais de cinco mil exemplares.

Fiquem de olho em Bertoldo Afuchê, vibrante talento de poeta que Alagoas nos manda. Seu livro de estréia, na difícil arte da poesia concreta, chama-se To, Non, Lá e Cá e foi saudado pelo grande Paulino Bilac como “algo novo e revolucionário no concretismo nordestino”.

Se por um lado a selvageria humana gosta de destruir, há também compensações. O escritor cubano Belizário Ortega pesquisava velhos alfarrábios na Universidade de San Nicolás, em Tegucigalpa, e encontrou por acaso em ótimo estado de conservação dois livros da escritora Lucinda Del Miércoles, datados de 1650. Uma espantosa descoberta para a cultura universal.

Sinal dos tempos e dos efeitos do desastre na economia mundial: o escritor americano Don Constanza está liderando a lista dos best sellers nos EUA com seu calhamaço de autoajuda, intitulado: “Como Aceitar Sem Sofrer a Bancarrota Pessoal”.