Sacresp importa máscaras
para enfrentar a poluição

Por Cesarino Sporcizia
Suplemento Hídrico

A Secretaria de Águas, Córregos, Rios e Esgotos de São Paulo (Sacresp) mostrou ontem para a mídia a primeira partida de máscaras contra poluição, importadas da Ucrânia, e já na semana que vem serão usadas por fiscais e funcionários no trabalho diário. São 700 máscaras, de um total de 2.500, que custaram 50 dólares cada, totalizando investimento de R$125.000,00.

Usando todo o tempo uma das novas máscaras, o engenheiro chefe Sabino Lotz disse aos repórteres que a ação da secretaria nos rios, córregos e esgotos da cidade, entre os mais poluídos do mundo, ficará agora muito mais fácil e eficiente.

Contra a parede

“Dispúnhamos de um número reduzido de máscaras, que além de tudo eram antigas e ultrapassadas”, afirmou Lotz. “Posso até revelar publicamente que, toda a semana, de cinco a 15 fiscais e funcionários têm de ser medicados por problemas respiratórios, enjôos e intoxicação, porque as máscaras não os protegiam como deviam. Agora, tudo vai mudar, para melhor”, ele garante.

Durante a coletiva, Lotz foi colocado contra a parede quando uma repórter perguntou se, com os novos equipamentos, a secretaria deixará de jogar nos rios e córregos do município quase 6.700 esgotos sem qualquer tratamento.
O engenheiro se surpreendeu com a pergunta e disse que “estamos trabalhando para reduzir cada vez mais esses esgotos. Mas as máscaras não são milagrosas, apenas vão proteger melhor nossa gente da poluição”.

Perguntado quanto à proteção da população, Lotz disse: “É algo inteiramente diferente. Nós, da Sacresp, entramos nos rios, córregos e até em esgotos, e a população não faz isso, fica apenas do lado de fora e não sofre o pior da poluição”.