“Congressistas”
de ontem e de hoje

Tempos atrás, conclamei os leitores a acessarem sites que mostravam como protestar contra os desmandos, a corrupção e a impunidade de senadores e deputados de Brasília. Agora, mais do que nunca, com os políticos superando-se em patifarias e embolsando nosso dinheiro, apresento três sites, enviados por leitores que, como todos os brasileiros, estão cada vez mais indignados com essa gente.

acredite se quiser.com.br. O objetivo deste site é tentar convencer as novas gerações que, por mais fantástico que pareça, houve um tempo em que os chamados representantes do povo eram eficientes, honestos e civilizados, com rostos que inspiravam confiança. Não como hoje, quando a maioria pode ser acusada e encarcerada simplesmente pela cara de bandido que tem. Que saudade dá percorrer a seção “Galeria dos Bons Políticos”, com a fotografia e impecáveis currículos de 35 senadores, deputados e prefeitos que deixaram saudade entre os eleitores: eram todos honestos, eficientes e produtivos! Incrível mas verdadeiro.

vamos.lavar a boca.com.br. Criado pelo professor de português Pasqualino Cimpro Filho, este site é um minucioso e cabeludo (não recomendado a menores de 17 anos) compêndio de barbaridades, impropriedades, insultos e palavrões proferidos pelo “baixíssimo clero” do Congresso. A “honra” da abertura fica com o deputado Cirino Gomes, que na melhor tradição da turma de que faz parte, soltou em público e diante de espantados repórteres um palavrão que ficou como marca registrada de sua personalidade. O resto do site é igualmente deplorável.

cadê o meu.com.br. O humorista e ex-deputado de Brasília Zé Maracutaia criou este site, divertido e crítico, listando 240 deputados e senadores de ontem e de hoje(todos impunes), envolvidos em escândalos e mostrando as exatas quantias que cada um recebeu em subornos diversos, constatados pelo Ministério Público e pela polícia. Maracutaia, gozador e bem menos ambicioso que os congressistas, confessa que “se molharem minha mão com 10 mil reais tiro o site do ar e paro de aborrecer os acusados”.