Um reencontro
com o “darling” Jabobs

O grande estilista internacional e meu amigo pessoal Marc Jabobs, que esteve entre nós recentemente, tem uma filosofia comercial e pessoal que aplica em todas as suas negociações: “Se o cliente e a cliente são lindos de morrer, e não dispõem de dinheiro no momento, eu facilito. Mas se é um bofe, nada feito”.

Que darling, não acham?

Jabobs, que não desgruda um só segundo de seu namorado brasileiro, Rico Longo, veio inaugurar um novo outlet no Rio e após seus compromissos comerciais, passava a maior parte da noite com Longo e amigos na sacada da sua suíte presidencial no hotel do Rio para onde voei especialmente para cumprimentá-lo, já que a última vez que estive com ele foi há dois anos em Dubai, durante um desfile de lançamento mundial da sua coleção de inverno, que ele brilhantemente batizou de “Sands and Sandals of the Desert”, ou seja, Areias e Sandálias do Deserto.

Desta vez, achei-o mais magro e abatido, talvez pelo excesso de compromissos que enfrentou por aqui. Mas o entusiasmo continua o mesmo. No seu encantador português misturado com inglês, francês e italiano, ele me recebeu na porta da suíte, “Oh, querridinha, pleasure ver ocê trá vez!

Que gracinha, não?

Fez questão de me apresentar, antes de todos, o namorado, figura saradona, se bem que um pouco carrancuda, que estava vestindo uma bata won-der-ful, de tafetá negro, com pespontos dourados e fios prateados que iam do bolso até os pés, numa das mais incríveis criações de Jabobs.

Infelizmente meus compromissos em São Paulo não me deixaram curtir meu doce amigo mais do que três dias. Mas foram suficientes para que me contasse inúmeras fofocas, nacionais e internacionais, e muitas novidades dos bastidores da moda, que eu certamente repassarei brevemente para minhas leitoras numa das próximas colunas.

E a supresa final: ao se despedir de mim, entregou-me um pacote cuidadosamente embrulhado. Ao abri-lo, quase tive um chilique: era uma bata feminina, igual à do namorado?

Que doçura, não?