| Nunca
fui um grande folião na minha distante juventude. De vez
em quando ia a um grito de carnaval com amigos ou então
participava de um corso pelas ruas da minha cidade, Juiz de Fora.
E era só. Mas quem, hoje em dia, sabe o que é “grito
de carnaval” ou corso?
Agora,
na minha terceira idade, não saio de casa durante o período
que antigamente se chamava “tríduo momesco”,
isto é, os dias carnavalescos. Prefiro ler um livro, conversar
com velhos amigos (os que restaram...) ou então desfrutar
dessa maravilha da moderna ciência, o DVD.
Que
máquina extraordinária, nunca me canso de admirá-la
e elogiá-la. A gente enfia um disquinho pequeno e brilhante
na abertura do aparelho e um mundo de emoções surge
como mágica na nossa televisão!
Além
da diversão e passatempo que nos proporciona, há
outro aspecto importante: ele junta as pessoas, traz parente e
amigos para dentro de casa, a sua casa, geralmente tão
solitária como residência de um aposentado como eu.
Mais
do que uma conquista da moderna ciência, eu considero o
aparelho um milagre, que diverte, educa e une a todos. Com tantas
vantagens, quem quer deixar o aconchego do lar e ir para as ruas
ser agredido, insultado e assaltado? Ainda mais no carnaval! Eu
não senhor!
E quem quiser ver bons filmes antigos, está convidado.
É só aparecer aqui em casa que será muito
bem recebido. |