| Semiótica
O brasileiro
é mesmo um inocente, não muda nunca. A reportagem
na edição passada sobre o semiótico que esteve
no Brasil, para dar lições sobre a linguagem das
mãos, cheira a trambique. Tenho um amigo bem-humorado,
e com os pés no chão, que define “semiótico”
como intelectual com um olho só. O tal escocês não
me disse nada, segundo o texto do repórter, e acho mesmo
que a coisa toda é uma empulhação. Se eu
encontrasse o homem, faria um gesto bem brasileiro e obsceno,
para mostrar o que penso dele. Galeano Almeida,
Botucatu, SP.
Não
é verdadeira a afirmação da repórter
Geny Pappo no texto sobre o professor de semiótica (edição
88) de que ele faça parte da Universidade Hinterbacke,
na Alemanha. Fui professor lá até o ano passado
e nunca ouvi falar dele. Hans Masse Hintern,
Blumenau, SC.
Se
não é verdade, deve ser mentira, Hans. Fiel, aliás,
ao nosso slogan na primeira página.
Indenizações
Eu fui um
dos 100 leitores que escreveram para o Sacolão exigindo
indenização do governo por sofrer tortura nos tempos
da ditadura. Resolvi escrever outra vez para que meu nome apareça,
já que vocês só publicaram uns três
e eu fiquei escondido. Saulo Palim Maluf, São
Paulo.
Como muitas
brasileiras, também fui vítima da ditadura, mas
não exigi nem vou exigir qualquer compensação
financeira. Fiz o meu dever na luta contra o regime de exceção
daqueles tempos e hoje minha vida se estabilizou, inclusive com
um emprego importante, digno de inveja. Nilma Roussef,
Brasília.
Todo mundo
está recebendo indenização do governo e eu
também quero a minha. Sofri horrores durante a ditadura,
com a propaganda doutrinária no rádio e na TV, as
paradas militares,as chatíssimas músicas dos compositores
puxa-sacos e as “receitas culinárias” publicadas
nos jornais no lugar das notícias censuradas. Isso era
ou não era tortura? Dirceu José Lobão,
Uruguaiana, RS.
Sem
chapéu
Com relação
ao conselho de vocês (Sacolão 87),
para não se tirar o chapéu para ninguém,
já que não há quem mereça, acho o
aviso desnecessário. Além de não existir
por aqui ninguém digno disso, quem ainda usa chapéu
no Brasil? Carina Beret, Cataguases, MG.
Bom
argumento, Carina, bom argumento.
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