O romântico maio
e outras coisas

Como toda mulher romântica sabe, e os anúncios não cansam de gritar, maio é o mês das noivas. Para mim, o mês não é lá grande coisa, me lembra meus cinco casamentos. Nem todos foram de papel passado e só um deu boa coisa, que não durou porque ele morreu. O resto, melhor esquecer.

Teve um casamento que me deu um trabalho danado. Só descobri que o cara era um pulha um ano e meio depois. No começo, só risos e felicidade. Depois, só pepino, e dos grandes. Podia ter sido pior, podia ter durado mais do que durou, mas felizmente descobri que o cara tinha uma mulher em cada bairro e eu era sei lá que número na fila. Rolou até polícia lá em casa, mas acabei botando ele pra fora e quase pegou cadeia.

Esse casamento que não deu certo foi talvez o que mais doeu em mim, porque tinha cara que ia durar, o cartório estava lotado de amigos, meus e dele, todos fizeram uma festa daquelas e depois, no grande jantar numa churrascaria de Maringá, teve baile, dupla caipira e até sorteio de dois cavalos de corrida, que o meu padrinho me deu e o dinheiro ficou como presente de casamento.

Pois é, só que dei com os burros na água.

Sempre que chega maio eu me lembro de um grande amigo, já falecido, que era professor e um sábio e também não deu sorte no casamento. Ele dizia duas frases que não sei de onde tirou. Uma era “No Brasil, a gente se casa com a família da moça.A mulher vem de quebra”. A outra era assim: “O casamento é uma festa onde o aperitivo muitas vezes é melhor do que o jantar”.

Mas chega dessas histórias ruins sobre o casamento,ou as mocinhas românticas que estão se casando este mês vão ficar assustadas. Tudo de bom para elas, e aproveitem, queridas.