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me amarro muito em leitura de livro, prefiro as revistas de música
pop, como a Dumb News, Torment Rock e the biggest of them
all, Pop Garbage, todas da Inglaterra. Mas de vez em quando
abro um livro, para buscar inspiração para a minha
coluna.
Outro dia achei uma frase, que é assim: “No mundo
do rock, quem mais sofre não é quem faz, mas quem
ouve”.
A frase é da cabeça de quem inventou, que vem a
ser o pianista clássico francês Lazaire Paillasson,
cuja música deve ser uma chatice só. Dizem que ele
tem lá seus fãs, mas devem ser aqueles bonecos de
pescoço duro, que põem smoking e até cartola
para ir ao teatro ouvir coisas intermináveis que não
saem do lugar. Depois dizem que chato é rock...
Parabéns
para a Escola Lar da Música Jovem, de Palma Verde, em Tocantins,
que contratou meu amigo baixista Guto Demon para dar aulas de
rock à molecada do terceiro ano. Uma iniciativa de gente
avançada e civilizada, que está formando assim a
nova geração da maior música de todos os
tempos, o bom e velho rock.
Recebi
um longo e-mail de Maryjane Goumandise, do grupo Endless Manure,
que aos 21 anos já é considerada uma das grandes
empresárias de rock da atualidade. Ela conta que o sucesso
do conjunto em sua turnê pelo Afeganistão tem sido
espetacular, enchendo praças, estádios e galpões
com fãs enlouquecidos. “Num show que fizemos no interior
do país, atentados e explosões estouravam a toda
a hora perto da gente, mas o público não arredou
o pé. Foi uma emoção só”, ela
diz.
O
guitarrista Dudu “Imperial” King, que foi aluno de
George Winter e de Derek “The Hammer” Gloucestershire,
do grupo Has Been, está organizando na serra petropolitana
o Mountain Blues Festival, que pretende reunir nada menos que
800 músicos de todo o país. Coisa heavy
e divina. O premiado DJ e remixer Caio Prince vai cuidar das gravações
em áudio e vídeo.
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