| Raramente
aceito convites para recepções pessoais, isto é,
as que não são oficiais. Os convites em papel se
amontoam em meu desk de trabalho e meu laptop vive repleto de
e-mails. Este bem mais fácil de limpar, basta apertar a
tecla “delete” e vai tudo para o cyber space,sem deixar
vestígios. A papelada é preciso rasgar, jogar no
lixo, enfim, um aborrecimento a mais.
Todo ano abro uma única exceção para o amável
convite do deputado Paulo Emílio Futre, um gentleman, um
intelectual, verdadeiro homem do mundo, cujas festas de aniversário
encontram pouco paralelo no nosso alto mundo.
Tudo é elegante, sofisticado, luxuoso e selecionado, num
mix perfeito de personalidades de diversos setores de atividade.
Pode-se escolher qualquer grupo de pessoas nas reuniões
no magnífico Salão Oval de sua residência,
e você não precisa se preocupar, pois encontrará
o melhor possível.
Tudo isso voltou a acontecer a semana passada na memorável
festa para comemorar os 40 anos de Paulo Emílio, que desta
vez decorou os jardins externos de sua espetacular e cinematográfica
mansão com um tema inusitado: o Congresso Nacional.
Grande idéia, acrescida de dois extras:sátira e
humor! Ainda bem porque, ultimamente, só temos visto tragédias,
acusações e baixarias no Congresso. Atores e atrizes
de qualidade faziam as vezes de senadores e senadoras, interpretando
os melhores e mais divertidos momentos reais ocorridos naquela
Casa. Detalhe inesperado: os homens vestidos de mulheres e vice-versa.
Um barato!
No magnífico Blue Danube Room, um salão com 600
metros quadrados, de excelente acústica, o pianista americano
Brad Deaftone tocava sucessos de Cole Porter e Mick Jagger, cercado
de lindas jovens e... um conhecido ator de televisão, que
não tirava os olhos dele. Na sala Culture, o poeta Emiliano
Lorenz emocionava a todos com poesias portuguesas setecentistas
e quadrinhas regionais do Piauí, terra natal do anfitrião.
Como pode ver a querida leitora, uma recepção assim
não era para se perder. Conto mais na próxima coluna.
|