Insaciáveis

A reportagem sobre os vereadores corruptos, que após o “mensalão” criaram o “semanão” (Sacolão 80), mostra um ameaçador precedente. Como essa gente é insaciável, sempre querendo superar os colegas, não vou estranhar se já estiver em andamento em algum subterrâneo de uma Câmara, Assembléia ou do Congresso, os planos para o “diarião”. Maria Emília Santorini, Niterói, RJ.

Papagaio politizado

Li com dor no coração, e também com um sorriso, a reportagem sobre a morte do papagaio Congressinho, que fazia o que o povo deveria fazer, mas sempre se omite: fustigar os políticos corruptos de Brasília. A oposição, já tão pobre de talentos e caráter, perde assim uma ave esperta e politizada, que valia por dezenas de cidadãos omissos. Renan Malheiros, Brasília, DF.

Rock e roqueiros

Tenho percebido, e com freqüência, o desprezo que vocês dedicam ao rock e seus músicos, quase sempre usando de ironia e também discutível humor ao falar deles. Quando vocês vão perceber que os grupos de rock estão entre as coisas mais populares em todo o mundo? O que pretendem? Faturar em cima da gente para conseguir publicidade e leitores? Bob Jay Cunha, Londrina, PR.

Engano seu, Bob Jay, sempre devotamos tempo, espaço e atenção ao rock, seus músicos e ídolos. Desde que bem longe dos nossos ouvidos.

Comida de avião

A reveladora reportagem publicada na edição 80, sobre o fim da boa comida nos aviões, me deixou triste e saudoso daqueles tempos. Lembro-me que até mesmo nos vôos nacionais havia o que comer. Hoje, tenho até medo, só de olhar para o que nos oferecem. Outro
dia, num vôo de Belém ao Rio, tudo o que me ofereceram foi um
cachorro-quente, frio e sem catchup. Uma vergonha. Jairo Monteiro Alanza, Manaus, AM.

Não reclame, Jairo. O cachorro-quente é um banquete, comparado ao que oferecem nos vôos de e para Brasília.

Ele voltou

Pode parecer maldosa insistência minha, mas continuo achando tudo muito ruim e sem graça no SacolãoBrasil. Posso afirmar isso de camarote, pois acompanho o jornal desde o seu primeiro exemplar e, com raríssimas exceções, pouco sobra digno de atenção. A última edição provavelmente bateu um novo recorde. Pensei que vocês já haviam chegado ao fundo do poço. Me enganei. Ela afundou mais ainda. Willy Esel, Barbacena, MG.

Sua tara com o Sacolão, Esel, é como a do velho ditado masoquista: adoro bater com a cabeça na parede. Quando eu paro, é uma delícia.