Rolando no Ipod,
cd e noutras mídias

Vou passar pra galera da minha coluna as últimas novidades, os hits que o mundo civilizado ouve e que levam uma eternidade pra chegar aqui no pedaço. Terceiro Mundo é assim, não é mesmo, good people?

Minha mais recente paixão, recém-chegada de Londres, é o cd do grupo Dung For All, o topo que o rock moderno pode atingir. Pelo menos até o momento em que escrevo. São três guitarras loucas e explosivas, dois baixos eletrizantes e... cinco violinos, cada um deles tocando num tom! Uma ousadia digna do líder do grupo, Josh “Louse” Firefly, o mesmo que revolucionou o neopostfunk ano passado com seu apocalíptico “Let’s Pee”.

Comparei esta versão com a que tenho no meu Ipod, pelo grupo galês Wholly Shit!. Não sai nem na fotografia, se querem saber, e prova que Firefly está megadécadas acima de todos os outros. Na próxima coluna comento uma por uma as faixas. Fiquem ligadões!.

Peguei na televisão outro dia, bem na madrugada, um show do grupo Long Dead, que dez semanas atrás já foi o darling da Tasmânia e dos roqueiros de outras eras. To be honest, são aqueles brontossauros de 30, 40 anos de idade. Fiquei chocado, people! E envergonhado também. Como alguém inteligente e up to date em rock pode gostar de trash desse tamanho? Agora uma confissão: meu pai adora o grupo!!! Como ele gosta de dizer que os pais perdoam os filhos por quase tudo, também devo perdoar o velho. Mas não queiram saber como é difícil.

Li com tristeza na revista italiana Up Top Super Most Rock, a mais cool da atualidade, uma nota sobre a morte de Liza Newcrap, que em eras remotas (leia-se 2001) foi provavelmente a maior vocalista de todas as bandas de synthpop do Canadá. Cheguei a ouvi-la na casa de um amigo, e fiquei impressionado com o alcance de sua voz. Mas logo no segundo cd ela apelou para o pop mais escrachado e acabou desaparecendo, aos 21 anos. Morreu a semana passada, solitária e esquecida, na avançada idade de 36 anos.