A bíblia das pequeninas coisas

Uma bíblia da minha atividade é a revista panamenha Minimundo, que dita a moda sobre as pequenas coisas da vida. Eu, como milhares de outros, não dou um passo sem consultá-la todo mês para saber o que há de novo e minúsculo no planeta. Um detalhe para quem não conhece a publicação: fazendo jus ao nome, ela tem 9 cm de largura por 15 cm de altura. Já o número de páginas geralmente chega a 80, nada míni, já se vê.

Seu editor, meu velho amigo Richard Minus Cule, adota há anos a filosofia do não-exagero e a vida toda pensou pequeno, sem desperdícios, e costuma dizer que nas pequeninas coisas estão as grandes verdades e maiores respostas ainda.

Foi inspirado nele e em sua revista que norteei minha vida e esta coluna.

Objetivos e horizontes pequenos e humildes são prova de sabedoria, ele afirma, sem falar que, no caso do fracasso de alguma empreitada nossa, a decepção é menor, não nos esmaga tanto.

Tudo isso que aqui escrevo tem o objetivo de apresentar aos meus leitores (que, ao contrário do que se pensa, não são em número pequeno) esta nova filosofia de vida, que a cada dia ganha novos adeptos, e é sintetizada todo mês na revista Minimundo.

Como meu espaço está acabando, informo aos leitores e amigos que em futuras colunas pretendo deixar de lado a filosofia da publicação e mostrar exemplos práticos, relatos e confissões de celebridades e anônimos sobre este nosso pequeno grande universo.