Campanha antifumo
dos anos 30 ganha
divertida exposição

Por Cirino Boaventura
do caderno Saúde!

Quem pensa que as campanhas contra o cigarro são fenômeno recente deve visitar a exposição que começa amanhã no Palácio Arandi, com cerca de 150 gravuras e desenhos, a maioria criativos e bem-humorados.

Intitulada apropriadamente “O Vício Maldito”, a mostra é idéia do empresário Dorival Galhardi, fabricante de aromatizantes para residências e escritórios, que fumou durante 35 anos e parou a tempo para vencer uma ameaça de câncer pulmonar.

Ele conheceu a exposição três anos atrás em Chicago, nos Estados Unidos, e diz que ela o fez rir mais do que pensar, pois os autores, a maioria desenhistas anônimos de mais de 70 anos atrás, abordaram de forma irônica e irreverente o tema da campanha antitabagista, lançada em 1936 por uma indústria americana de sabonetes. Então decidiu trazê-la para o Brasil.

Humor é a mensagem

“Comecei a rir em plena exposição em Chicago”, conta Galhardi, “e não dei muita importância ao lado perigoso do cigarro, que era também o objetivo dos desenhos e gravuras. Penso que, como o vício do fumo não era tão ameaçador e disseminado 70 anos atrás, como acontece hoje, os artistas preferiram levar a coisa para o humor. Por isso mesmo, a mensagem contra o fumo se torna mais eficiente”.

Numa charge, o desenhista, sem qualquer sutileza, transformou a fumaça do cachimbo de um homem em excrementos (ver a primeira página). Outra, mostra a Terra, vista de Marte, coberta de charutos. Numa outra, um dos círculos de fumaça se torna um halo de santo sobre a cabeça do fumante.

A exposição, aberta das 12 às 19 horas, fica até o fim do mês no Palácio Arandi, com entrada grátis.