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Bobby
DiFag, um dos mais famosos estilistas do mundo, foi meu convidado
durante a São Paulo Fashion Week. Ele veio para o Brasil
direto de Ulan Bator, na Mongólia, onde apresentava seu
desfile Fashion and Beauty for the Poor (Moda e Beleza para os
Pobres). E eis uma notícia em primeira mão: é
este desfile de alto nível que estou negociando com DiFag
para ser apresentado em nosso país, em pelo menos 15 cidades
do Norte e Nordeste, onde, surpresa, a alta moda vem desfrutando
grande popularidade. Darei mais detalhes proximamente, leitora,
é só ter um pouco de paciência, queridinha.
Quanto ao São Paulo Fashion Week, posso dizer que a opinião
de meu lovely amigo oscilou entre o good (bom) e deplorable
(deplorável). O fato de ainda ter achado algo bom, em meio
a tanta enganação, é sorte grande para nossos
figurinistas.
DiFag adorou a nova coleção de Choo-Choo Moreira,
o jovem talento que veio de Roraima, e cuja apresentação,
apropriadamente intitulada “Brasil Ensolarado e Inzoneiro”,
arrancou aplausos prolongados. Um dos mais entusiasmados na selecionada
platéia era o inglês Sir Reginald Garden-Party, ninguém
menos que o dono do império da moda lingerie Undressed
to Kill, com filiais em 97 países. Se acontecer o que estou
pensando, e nessas coisas nunca me engano, Choo-Choo será
uma das próximas estrelas mundiais da alta costura.
Outra apresentação que agradou, e muito, a DiFag,
foi a intitulada Lesbian Chicken, criação da muito
séria Daisy Butch Alvarado, nova estrela em ascensão
no nosso volátil mundo fashion. Muita gente deixou o local,
assim que o desfile começou, chocada com a ousadia de apresentar
moda feminina em modelos masculinos! Mas, no todo, o público
adorou e aplaudiu delirantemente, meu amigo famoso entre outros.
Agora, resta contar o que DiFag a-b-o-m-i-n-o-u na São
Paulo Fashion Week. E foi quase tudo. Mas isso fica para a nossa
próxima coluna. Bye, bye, girls.
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