Mídia destrói reputações

Amigo de vários senadores e deputados, tenho sido procurado com insistência pela mídia para fazer declarações sobre os escândalos atuais. Devo dizer em primeiro lugar que não sou analista político e portanto nada tenho a declarar. E ainda que tivesse o que contar, não faria isso, pois não tenho o hábito de trair amigos como eles, que me deram muito, principalmente sua amizade.

Ainda recentemente, estive numa bonita recepção na casa de um diplomata estrangeiro cujas festas estão entre as mais disputadas de Brasília. Bebidas de primeira linha, comida como não se acha todo dia e, mais importante, mulheres, muitas e lindas mulheres.

Dois dos meus amigos que no momento estão sendo apedrejados pela mídia estavam na festa e, gentis como sempre, vieram me cumprimentar e logo de cara vi que não estavam bem, pareciam abatidos e indignados. Na verdade, me levaram para um canto do grande salão da magnífica mansão e, como se diz popularmente, “choraram as pitangas” comigo. Um deles chegou a chorar, indignado com as maldades que estão fazendo contra sua honra.

Confesso que quase chorei também, amigo é para essas coisas, não acha, paciente leitor?

Quem sou eu para julgar esse ou aquele, ainda mais amigos queridos a quem devo muitos favores? Só posso dizer que me considero um competente observador da natureza humana. Já vi criminosos culpados e inocentes, já vi inocentes culpados e muitos que não eram uma coisa nem outra.

Portanto, não adianta a mídia me procurar para fazer declarações sobre a crise atual do Congresso. Mas deixo aqui minha certeza: quem chora assim, com tanta indignação e sinceridade, jamais pode ser julgado, pois é inocente!