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Anos atrás, quando comecei a escrever esta coluna, falei sobre um dos meus ídolos no cinema, o belo e elegante Ronald Colman, que povoou minha imaginação de adolescente com vários sonhos românticos.
Até hoje recebo cartas das minhas doces leitoras, não só sobre o Ronald, mas a respeito de diversos outros atores dos tempos em que eu era jovem e as películas eram decentes, e não como hoje, em que entrar num cinema é ter certeza de que sairá de lá indignada ou insultada, com todo esse sexo e essa violência.Sem falar que você é assaltada na rua ou na bilheteria.
Geraldina Azevedo Lima, a Gegê, uma querida amiga de infância, de quem não ouvia falar fazia mais de 40 anos, me deu grande felicidade ao me escrever outro dia.
Depois de perguntar como eu estava, minha saúde e a família, tratou logo de falar sobre o assunto daquela coluna e também do Ronald Colman, que ela adorava também.Como escrevi, era comum as pequenas (não estranhe, era assim que se chamavam as mocinhas da época) pedirem fotos aos artistas de cinema e eles prontamente enviavam para nós, com uma linda dedicatória.
Pois bem, minha grata surpresa foi que a Gegê contou que tem ainda hoje mais de 80 fotos de galãs daqueles tempos. E mandou uma grande lista com os nomes de alguns deles.
Fiquei envergonhada e com inveja também, pois achava que minha coleção era de primeira, com umas 20 fotos. Pobre de mim. Então, como saudosa lembrança, resolvi publicar aqui os nomes de alguns “pedaços de mau caminho” para minhas leitoras mais idosas, já que as novas não lêem minha coluna e muito menos iam saber quem são eles.
Meu primeiro e único é sempre Ronald Colman, depois, Clark Gable, o lindo Cornel Wilde (daquela fita maravilhosa sobre a vida do Chopin), o espevitado Errol Flynn, George Brent,Robert Taylor, o ruivo e sardento Van Johnson, o atlético Jon Hall, o gentleman William Powell, Joel McCrea, o verdadeiro bom-bocado Tyrone Power, Sonny Tufts, Spencer Tracy, o maior ator de todos, e o baixinho enfezado James Cagney. Se eu fosse citar todos os meus xodós a coluna não ia acabar. Mas esses aí já servem para matar saudades e também para fazer chorar com tantas lembranças.
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