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Os
convites chegam todos os meses, mas este caiu do céu. Além
de uma viagem com tudo pago a Los Angeles, as mordomias de sempre
incluídas, este chegou na hora exata e me livrou de outro
compromisso ameaçador:um festival de primeiras obras de
cineastas brasileiros.
Como tudo que a poderosa Crap Galore realiza, os eventos,as visitas
a seus estúdios na Califórnia, as celebridades que
conhecemos e principalmente o lançamento de um novo pacote
de dvds, tudo foi não menos que espetacular. Arivaldo Meira,
meu colega de crítica e companheiro de viagem, ficou boquiaberto
com tudo, em sua primeira mordomia internacional.Mas levantou
uma questão ética, a de aceitar tantas benesses,
que considerou uma espécie de suborno.
Nada como um marinheiro de primeira viagem, eu ponderei. Todos
os coleguinhas, em todos os setores jornalísticos, recebem
o ano inteiro esses convites. Um dos problemas, creio eu, é
mais delicado que a ética. Trata-se de sentir-se obrigado
a fazer o que eu chamo de “pagar a viagem”, isto é,
escrever e publicar o assunto do convite. Em muitas das minhas
viagens deste tipo, considerei tudo apenas um convite, uma gentileza,
que não me obrigou a escrever nem publicar nada.
Essas ponderações parecem ter tranqüilizado
meu inocente colega Arivaldo, que se divertiu mais que todos.
E, como eu, ficou encantado com a beleza e o charme da nova estrela
Annemarie Bukakke, uma eurasiana que deixou de queixo caído
os 150 jornalistas internacionais.
No coquetel de lançamento do pacote de filmes, em Beverly
Hills, no espetacular Hotel Rancho Notorious, Richard B.Traven,
CEO da Crap Galore, me disse que sua empresa investiu 90 milhões
de dólares nos três filmes de Annemarie e que a considera
a mais promissora de todas as novas estrelas de Hollywood. Na
próxima coluna vou comentar os três e mais 37 filmes
deste atraente pacote de dvds.
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