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Hospitais
são também lugares perigosos, ameaças à
vida. Não por acaso, os jornais sempre noticiam: “Morreu
ao dar entrada no hospital”.
Estatísticas
provam que papo-furado na fila do banco é mais proveitoso
e menos aborrecido do que na sala de espera do médico.
Aposentado
brasileiro há anos está merecendo do governo e dos
bancos uma conta-corrente especial: pessoa tísica.
Há
muito tempo os bárbaros não estão mais nos
portões. Já estão lá dentro, nós
é que ficamos do lado de fora.
Se essa
rua fosse minha eu jamais mandaria ladrilhar, e sim asfaltar,
que fica bem mais barato.
A
campainha da porta que toca, e deixa a todos em suspense na sala,
até hoje ainda é usada como efeito dramático
nas telenovelas, mais de 50 anos depois.Sem falar no telefone
que toca de repente.
Se a hora
oficial do país é a de Brasília, por que
temos de trabalhar às segundas e sextas?
Os
pássaros que aqui gorjeiam, gorjeiam melhor do que lá.
Onde quer que seja isso.
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