“Noiva de Maio” se
casa pela quinta vez

Por Natércia Quintão
do caderno Noiva Feliz

Em 1984, Clara Petacci Gonçalves foi escolhida “Noiva de Maio” pela revista Papel Passado, ganhou um faqueiro de aço inoxidável, lua-de-mel em Aracaju e um marido ”que parecia o homem da minha vida, mas depois de seis meses se mostrou um desastre”, ela diz.

Clara conta que agüentou a vida a dois ainda por três anos, mas acabou se separando, por sorte sem filhos. Confessando-se uma “romântica incorrigível”, conheceu Alaor um ano depois, que se tornaria seu segundo marido, com ele se casando no civil, também no mês de maio, numa cerimônia que teve entre os convidados o primeiro marido. “Eu sou assim, não guardo rancor de ninguém”, garante.

A união foi mais longa, cerca de cinco anos, e acabou porque, Clara confessa, “ele não agüentou meus ataques de ciúme e meu gênio explosivo. Um dia fiz uma cena escandalosa, em pleno shopping, quando o vi jantando com a ex-mulher. Cheguei de surpresa, chamei-o de cafajeste e dei um bom tabefe na cara dele. Meu vexame foi pior ainda porque a mulher não era a ex , era a prima dele”. Alaor foi embora e nunca mais voltou.

Azar e sorte

De acordo com Clara, a lição e os fracassos matrimoniais serviram de lição e jurou que não mais se casaria. A promessa durou apenas um ano, quando então conheceu Osmarino, cunhado de uma amiga de trabalho, e logo se apaixonou. Para manter a tradição, casou-se no civil, também no mês de maio, e fez questão de dar uma grande recepção, “com bufê, conjunto de danças e tudo, pois eu sentia que desta vez a união ia até um de nós morrer”.

E foi o que aconteceu: Osmarino morreu três meses depois num desastre de motocicleta.

No mês passado, comemorando seus 54 anos com as amigas, numa balada na zona norte, teve uma surpresa quando um senhor de aparência distinta veio até a mesa, se apresentou como Altino e contou que era irmão de Alaor, o segundo marido. Após a surpresa, passaram a conversar como se fossem velhos amigos. Clara gostou muito dele, começaram a sair, e não deu outra: no primeiro dia deste maio se casaram, ele pela terceira vez, ela, pela quinta.

Cheia de planos para o futuro e jurando que será a última vez, Clara chega a revelar que uma amiga teme pela união.

“Ela me diz sempre que deve ser o mês de maio que me dá azar. Mas eu digo que é o contrário: maio sempre me trouxe felicidade”.