Emoção e decepção

Fiquei emocionada, e também decepcionada, com a bela reportagem sobre a moça que ganhou aquela fortuna na mega-sena (última edição). É bom saber que o prêmio saiu para alguém sem recursos, que batalhou muito para ter uma vida digna para si e os filhos. Ela merece, sem dúvida. Mas fiquei decepcionada ao saber que ela vai embora do Brasil,realizando um sonho antigo. Será que nosso país é tão ruim assim? Só por causa de uns tiroteios aqui e ali, um crime nefando acolá, violência sangrenta,crianças assassinadas diariamente, seqüestros. Isso tudo também tem lá fora, e provavelmente em Portugal, onde ela pretende morar. Dilma Russolef, Brasília, DF.

Mais um que sai

Não vejo o porquê de tantas críticas sobre a decisão da moça que ganhou uma fortuna na mega-sena (Sacolão 74) e afirma que realizará um velho sonho indo embora do Brasil.Em primeiro lugar, estamos, apesar de tudo, numa democracia, onde só os inimigos do rei são punidos, os amigos ganham ministérios e a corrupção se tornou epidêmica; depois, o dinheiro é dela, que faz o que quiser com ele. Para ser honesto, tivesse eu a mesma sorte e já estaria bem longe daqui há muito tempo. Henrique Fernando Cardoso, São Paulo.

Choro patriótico

Chorei muito ao ver a falta de sensibilidade daquela cidadã que ganhou milhares na mega-sena e diz que vai embora do nosso Brasil. Agora que, mais do que nunca, precisamos dos esforços de todos, soa-me assaz antipatriótico tal gesto. Espero que ela o reconsidere, é o meu mais sincero desejo. Fernando DeCollor, Brasília, DF.

Bem longe

Saia logo, sua perua sortuda, vá embora para bem longe, use sua fortuna em coisas decentes. Isto aqui não vai melhorar nunca. Ainda bem que você não viu como são as coisas neste covil onde estou. Se visse, já teria ido, mesmo sem ganhar na mega-sena. Beijinho, beijinho. Crodovil Fernandes, Brasília.

Doação

Tive a felicidade de conhecer Aparecida Gonçalves, a moça que ganhou aquela fortuna na mega-sena. É pessoa batalhadora, de bom caráter e, durante anos já dedicava parte de seu tempo a ajudar os necessitados, mesmo passando dificuldades.Uma prova de seu doce coração foi que, dois dias antes de se mudar definitivamente para a Inglaterra, ela doou 250 reais para o nosso asilo de idosos. Aproveito então para agradecê-la por intermédio de vocês. Serena Alvim Ramos, Osasco, SP.

A volta das cinzas

Quero registrar aqui meu solene protesto pela calúnia sobre mim publicada na matéria Cinzas do Carnaval, divulgada na última edição. Absolutamente não é verdade a informação de que fui preso com cocaína e que assediava sexualmente uma menina de 11 anos. O que aconteceu é que levava pela mão, para entregá-la a alguma autoridade, uma menina que se perdeu da mãe. Quanto à cocaína, nada mais era que um pacotinho de talco, que em todo carnaval gosto de atirar nas belas moças que freqüentam nossos camarotes. Vocês devem agradecer o meu advogado, que me convenceu a não processar sua publicação por tamanha calúnia. Deputado Garibaldi José Ariejus, Maceió, AL.

Exijo retratação imediata da maldosa nota publicada na reportagem “Cinzas do Carnaval”, dizendo que eu saí do camarote em companhia de um travesti americano chamado Bruce Robin. Os responsáveis por essa calúnia deveriam ser punidos. O cidadão em questão não era americano, mas bem brasileiro, e não era travesti, mas o conhecido transformista Gil Lovell, meu amigo de longa data. Sobre a especulação final da notícia, sim, gostei muito. Gabriela Cinamon, Rio de Janeiro.

Eu me diverti muito com as fofocas publicadas na última edição, intituladas “Cinzas do Carnaval”. Embora explorando o lado mais escandaloso da chamada folia, foi um trabalho de fôlego, abrangendo várias cidades. Dê meus parabéns aos repórteres responsáveis. Só um reparo: não chamei de zé-mané o inconveniente cidadão que me assediava sexualmente. Eu o chamei de tarado e disse que cortaria outra “coisa” dele, e não a mão boba. Nilze Body, Salvador,BA.

Reparos corporais

Tomei conhecimento da reportagem “Mulheres Usam Músculos para Enfrentar a Violência”, publicada na edição 73. Gostei muito, notadamente a parte que fala sobre a minha academia. Contudo, quero fazer um reparo: não tenho 34, mas 33 anos, e minha altura correta é 1,78m. E uma informação importante omitida pela repórter: recentemente, tirei o primeiro lugar no concurso “O Mais Belo Body Atlético da Barra”. Cecília Gerardi, Rio de Janeiro.

Brasília adverte

Num momento decisivo para o destino do nosso país, em que mais do que nunca é necessária a união de todos os cidadãos, estamos acompanhando com preocupação o conteúdo do seu site. Tudo é eivado de insidiosa ironia, que só destrói; não há nada que mostre os progressos que o governo vem alcançando em todos os setores, do combate à miséria, a acelerada alfabetização das classes necessitadas, mais e melhores estradas, até a solução que se avizinha para o caos do nosso espaço aéreo. Estamos falando de um novo Brasil, vivendo agora o futuro, mas os senhores insistem em mostrar o antigo, o velho, sem solução. Permitam-me um aviso: vocês podem se ferrar, e muito feio, com essa postura! Genovaldo Jatobá Gonçalves, chefe do CNI-BJ-Vex76743, Brasília, DF.

Assim que descobrirmos sobre o que o senhor Genovaldo está falando, vamos responder ao seu e-mail.