| Americano
foi preso
fazendo caretas
para George Bush
Incidente aconteceu mês passado, mas só agora
é divulgado
Por Ernest
Blofeld
Agência No News, Bad News
Ninguém
soube explicar como ele conseguiu se aproximar tanto da limusine
do presidente, que, uma testemunha disse, chegou a rir das caretas.
Em pânico, agentes secretos vieram correndo e dominaram
o homem, que estava a quatro metros de Bush. Foram longos minutos
de confusão, correria e constrangimento. Um guarda-costa
gritava “Get ‘im! Get ‘im!” (Pega ele!
Pega ele!), de revólver em punho, até que sete outros
chegaram e jogaram o homem no chão, que, sem se abalar,
mesmo caído, continuava fazendo caretas.Testemunhas contaram
que, imediatamente,ele foi jogado no banco traseiro da limusine
que acompanhava o cortejo e policiais de trânsito abriam
espaço para o carro passar.A multidão batia palmas
e vaiava os seguranças, enquanto a limusine se afastava
em alta velocidade.
Missão
cumprida
Embora
presenciado por centenas de pessoas, esse inusitado episódio
da visita do presidente George W. Bush ao Brasil, no começo
do mês passado, foi abafado pelo governo dos EUA e só
agora divulgado, graças ao repórter amador brasileiro
Guido Loretti e o fotógrafo Dorival Gomes, que por acaso
estavam numa missão de rotina no consulado americano em
São Paulo, para onde levaram o homem.
Assim que o viu entrando, seguro por três seguranças,
Gomes apontou a câmera para ele e, para sua surpresa, frente
a frente, Welles fez uma careta, deu um sorriso e disse, “mission
acomplished” (missão cumprida).
Opinião
médica
Enquanto
aguardavam a chegada do chefe de segurança do consulado,
Loretti conseguiu conversar rapidamente com o homem.
Ele disse se chamar Harry Lime Welles, americano, 44 anos,estava
em férias em São Paulo, é cientista nuclear,
tem um filho lutando no Iraque e afirmou que considera Bush um
carrasco de seu próprio povo,responsável pela morte
de centenas de soldados em várias guerras.
“A sorte de Bush é que sou um homem pacífico,
caso contrário, teria dado um tiro nele, de tão
perto que cheguei”, garantiu. “Para provar que não
sou de violência, preferi fazer uma careta para o presidente,
que, esportivamente, deu um sorriso pra mim”, disse.
O repórter Loretti apurou que Welles foi interrogado e
liberado dois dias depois.De acordo com o médico que o
examinou no consulado, “o homem é inofensivo, embora
com súbitos surtos de histrionismo, que se caracterizam
por curiosas e variadas contorções faciais”.
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