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Aproveitei os feriados de carnaval e fui para os EUA, visitar
parentes e amigos. E também passar dois dias inteiros na
Sites and Peoples of the World (Sites e Pessoas do Mundo),
uma feira espetacular que se realizou no mês passado em
Kings Row, no Oregon. Como o nome indica, os principais e mais
populares sites de vários países, bem como seus
criadores, foram apresentados ao público, que quis saber
tudo sobre eles.
Como representante do SacolãoBrasil, tive
uma grande surpresa quando o organizador da feira, Melville Sheer
Crap, me contou que o nosso site é um dos mais populares
entre a colônia brasileira e portuguesa no país,
e mesmo entre milhares de americanos. Quem diria, hein!
Voltando à feira, Crap me apresentou alguns dos criadores
dos mais populares sites do mundo. Um deles,o israelense David
Geldbeitel, um livreiro de Haifa, que ficou milionário
em menos de um ano com o site richpurse.com., que ensina
como economizar dinheiro botando 15 centavos todo dia num cofrinho
que ele envia ao interessado mediante a módica taxa de
50 centavos. Com o cofrinho segue um folheto sobre como não
gastar dinheiro.
Outro que enriqueceu da noite pro dia foi o francês Jean-Christophe
Farceur, que criou um site (em inglês, claro), readtheclassics.com
(leia os clássicos), sem que o interessado precise abrir
um só livro em sua vida. Em páginas e páginas
coloridas, são apresentados pequenos trechos e citações
de 1.482 livros, incluindo romances, biografias, autobiografias,
ensaios, auto-ajuda e vários outros. Basta o leitor decorar
um ou mais deles e sair pelo mundo mostrando sua cultura, ou falsa
cultura, citando desde a Bíblia até Jacqueline Susann.
O terceiro milionário formado pela internet foi um quase
garoto, de 19 anos, chamado Dick Tricky Lime, que inventou o seaonline.com,
uma aventura online com todos os esportes praticados no mar. Basta
o navegador acessar uma das modalidades (são cerca de 470),
escolher seu iate, prancha ou jet ski e navegar até países
distantes.
Coisas tão simples e lucrativas que me fazem lamentar o
óbvio: Diabo, por que não pensei nisso?!
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