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Ecos
do Carnaval: o que você não
viu, não ouviu e só vai saber agora!

Pelos
repórteres
Gaspar Famelga, Gedeão Coutinho,
Liliana Peralta e Mira Bolante
do Rio, de São Paulo, Salvador, Recife, Niterói,
Itaquaquecetuba
•
O astro de Hollywood Brad Pitney, um dos mais
animados (e intoxicados) no camarote da Eufônica, teve de
ser hospitalizado no próprio local, recebendo oxigênio
e injeções de soro. Mas ficou deitado não
mais que 15 minutos. Em seguida, inteiramente nu, avançou
no pescoço da atriz Lisabete Moon, cujo marido deu-lhe
um violento soco no rosto, que o deixou nocaute. Pitney saiu do
camarote de maca.
• Outro astro estrangeiro que não teve sorte no carnaval
foi o inglês Hugh Grand. Ele chegou ao
camarote da BitterBeer, ao lado de quatro mulatas sensacionais.
Quinze minutos depois estava sem as mulatas, caído num
canto do camarote, sem roupa e com ferimentos no olho, mas ninguém
deu atenção.
• Gabriela Cinamon, a Birinha Maluca da
novela “Meu Maior Pecado é Amar Você Demais”,
tomou umas e outras, no camarote da CellPhony, e ficou aos beijos
e espremidas com um desconhecido alto e moreno. Depois, foram
embora abraçados. Gabriela não deve ter gostado
quando descobriu que ele era o travesti americano Bruce Robin.
Ou talvez tenha gostado...
• Sabrina Holerith, promoter carioca, criadora
da nova dança ziribidigum, sucesso na Bahia, revelou ao
repórter que foi convidada pelo produtor americano Guy
Pureshit para estrelar três filmes em Hollywood. Um deles,
vivendo Maria Madalena, o segundo, “A Verdadeira História
do Ziribidigum”. “O outro é segredo, não
posso revelar”, disse.
• Queiroz Lane, galã da novela “O
Amor Que Não Ousa Dizer Seu Nome”, da Rede NossoBrasil,
armou um furioso barraco na entrada do camarote da Telessônica.
Foi barrado na porta, gritou quem era e o segurança respondeu:
“Grande droga! Só entra com convite, falou?”
Queiroz não gostou, agrediu o segurança e levou
uma das maiores surras da sua vida.
• Barraco ainda maior aconteceu no camarote do bicheiro
Marquinhos Tamanduá, que convidou dezenas
de atrizes do teatro rebolado, dois times de futebol, o cantor
Zeca Pacotinho e suas três ex-esposas. Quando o uísque
(e outras cositas más), em grandes quantidades, falou mais
alto, os ânimos se exaltaram e o tumulto começou.
Todos .se atracaram, a socos e pontapés, a polícia
foi chamada e o saldo: 34 feridos, alguns gravemente, inclusive
Tamanduá e sua atual namorada, a atriz Celinha MyLouve.
• Animado como sempre, o Carnaval baiano teve também
confusão inesperada e escândalos. O maior barraco
foi no camarote do magnata americano Rick Blaine,
que trouxe em seu grande jato 120 convidados do exterior. Entre
eles, o cantor Norman Bates, o ex-campeão mundial de boxe
Ed Slime, a atriz australiana Margo Channing e o roqueiro Albert
DeSalvo. As várias versões sobre o que aconteceu
não batem, mas uma testemunha que estava no camarote garante
que a confusão começou quando Slime passou a mão
no traseiro de DeSalvo, pensando que fosse o de Margo. O roqueiro,
um gigante de 2,10m, acertou um direto no olho do lutador, que
reagiu e o caos se instalou. Resultado: 48 feridos. A atriz levou
22 pontos no supercílio e disse no hospital: “Neste
inferno tropical não piso nunca mais!”
• E as melhores frases da folia:
“Secretaria de Turismo, cadê meu dinheiro? Vocês
estão me devendo desde o ano retrasado” (Cecília
Bovary, atriz) – “Gastamos uma fábula,
o jurado levou o dele e garantiu que seríamos um dos vencedores.
Olha só que canalha! Não ficamos nem entre os 20
primeiros” (o carnavalesco Paulinho Bom Confete,
da Unidos da Ponte Baixa) – “Cuidado com essa mão
boba, zé-mané! Você pode ficar sem ela!”
(a porta-bandeira Nilze Body, da Alegria Eterna,
para um fã insistente e ousado) - “Sabe com quem
está falando, imbecil?” (o deputado Garibaldi
José Ariejus, após receber voz de prisão
de um policial que o surpreendeu com cocaína no bolso e
em aberto assédio sexual a uma pequena sambista, de 11
anos). - “E eu que pensava que o Mardi Gras de Nova Orleans
fosse a maior festa do mundo!” (o senador americano Casper
Gutman Greenstreet, maravilhado com o desfile das escolas
no Rio) – “Bichinha da muléstia, quer ir pra
minha casa e me fazer feliz?” (o folclorista e cantor baiano
Genival Paizé, num inesperado e inebriado
convite à mulher do violento senador José Radamés
Garcia, que não estava presente)
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