Inventando o melhor para todos

Como desenhista industrial e grande curioso, gosto de inventar coisas, não só como hobby, mas preocupado também que elas tenham utilidade para o maior número de pessoas de todas as classes sociais.

Pode parecer falta de modéstia , mas não é. Já lancei com sucesso uma caneta esferográfica cuja carga dura, em condições normais de uso, três anos. Já vendi para uma empresa alemã um coador de café, feito de plástico perfurado e impregnado de um processo químico secreto, que transforma no ato o café cafeinado em descafeinado. Inventei uma lanterna que funciona com foco de longo alcance em ambos os lados, tendo como objetivo fazer com que pessoa que estiver à frente seja vista todo o tempo pela que vem atrás, durante a noite, sem deixar de iluminar o caminho. Criei também óculos de ver na frente e na traseira, bastando apertar um botão para que se destaque um espelho numa das lentes, e o usuário pode ver o que vem atrás, sem deixar de olhar para frente.

Não vou cansar meu leitor com outros inventos (no total, são mais de 700) e, se não fiquei rico com eles, tenho grandes recompensas por parte de associações e pessoas às quais doei todos eles.

É a minha maneira de fazer o bem, que compensa plenamente o trabalho e os gastos, que não são poucos. Agora, estou enfrentando o talvez maior desafio da minha vida de inventor e curioso. Um amigo médico, que se dedica a causas sociais de ajuda aos necessitados, me pediu a semana passada que invente uma roupa especial, com tecido de alta resistência, e de custo baixo, para distribuir às crianças nos orfanatos e também aos pobres da periferia.

Pode parecer coisa de ficção, até mesmo de ficção científica. Mas saiba o caro leitor que já aprontei uma das cinco fibras sintéticas que farão parte do novo tecido. O resto ainda demora um pouco. Mas prometo contar tudo nas próximas colunas.