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“Precisamos
reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só
para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos
filhos vão pensabilizar que é certo ficar se expressabilizando
dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações:
‘Você não vai me impedibilizar de falabilizar
do jeito que eu bem quilibiliser’". Ricardo
Freire, jornalista, criticando a crescente praga do “ibilizar”
na escrita e na fala.
“Ninguém
pode culpar o Brasil de monotonia: posse do presidente, reunião
do Mercosul, Chávez, Morales, eleição no
Congresso, Carnaval...” Clarivaldo “Samba
no Pé” Carvalho, agitador cultural carioca.
“Estou
muito preocupado. Várias semanas se passaram e não
surgiu nenhum escândalo,nenhuma denúncia, nenhum
caso de corrupção. Acho que vem coisa feia por aí.”
Paulo Emilio Ariejus, ex-deputado federal.
“Juro
por tudo de mais sagrado que era mesmo o deputado Clauber Azanatar
que enfiou a mão no meu bolso e levou todo o dinheiro que
eu tinha e depois saiu correndo pela porta do metrô.”
Célio Gomes de Souza, representante de
vendas, em depoimento numa delegacia carioca.
“O amor e a vontade de dividir meu coração
com alguém são mais fortes que qualquer vexame.
Vou continua tentando.” Susanna B. Vieira,
atriz de televisão, após flagrar sua namorada de
cinco anos na cama com o porteiro de um motel.
“Pago
uma fortuna por esses canais a cabo e só vejo bobagem.
Um anúncio atrás do outro, programas para retardados,
filmes ruins e dublagem cretina, sempre com as mesmas vozes, sempre
com sotaque carioca. Já era tempo de alguém fazer
alguma coisa.” Carlos Eduardo Sevigny,
advogado, explicando por que entrou com uma ação
contra as empresas de televisão, exigindo cumprimento do
contrato original que assinou três anos atrás. |