Um doce e embriagador
balanço do ano

Eu tenho mania de fazer balanços, aqueles flashbacks do ano, contando tudo de bom e ruim que aconteceu nas minhas andanças noturnas pelos bares da cidade. Para quem acha que minha profissão é moleza, não sabe o que eu sofro, com bebidas falsificadas, salgadinhos velhos, gordurosos e até estragados, papos furados e as figurinhas carimbadas que encontro. Mas é essa a minha profissão, a que o Sacolão me paga para escrever.

Portanto, eis o meu balanço de 2006, que não pretende ser definitivo, apenas uma escolha pessoal e informal. O “bar do ano” foi o Cova das Minas, do meu velho amigo Cassinho Black, que reinventou a arte de cobrar pouco por bebidas e petiscos de primeira linha. Ambiente de bom gosto, iluminação à base do “abajur lilás”,garçons atentos. E depois, o lugar vive transbordando de garotas, simpáticas e acessíveis... Por essas e outras, não hesito em escolher Cássio também como “dono de bar do ano”.

O prêmio de “melhor drinque do ano” vai para o “mensalão”, criado pelo talento sempre surpreendente do barman Zeca Torpedo, que trabalhou muito tempo no bar do Congresso e há sete anos leva legiões de bebuns (no bom sentido) para seu popular Plenário Alegre, não por acaso, o predileto de parlamentares de todos os tipos.

O “petisco do ano” saiu da cozinha e das mãos hábeis de dona.Helen Gracie, ganhadora do prêmio em cinco outras ocasiões e mais uma vez a vencedora, com seu indescritível “bolinho dos anjos”, onde vão frango, lingüiça, lombo, quinua, erva doce, cominho e o ingrediente secreto que ela não revela a ninguém. A arte de cozinhar e agradar a todos é o grande talento de dona Gracie.
Por fim, a “hostess do ano” é escolha unânime: Pat Lagrande, a bela e jovem força motriz do Nude Ambition, o bar mais ousado da cidade. Pat é irresistível sedutora, adora juntar pessoas e conhece todo mundo,de todos os sexos e ambições. No mais, tim-tim para todos!