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A
coluna Defecon (Defesa do Consumidor) foi criada para proteger
você, leitor e consumidor. Ela é coordenada por Hércules
Olhovivo, pseudônimo de Atílio Diniz
Sé Mendonça, economista, advogado e especialista
em pesquisa de preços. Mas a nova seção só
funcionará se o leitor nos ajudar, buscando esclarecimentos,
denunciando abusos, alterações e omissões
nos preços, pesos, embalagens, rótulos e todos os
truques usados pela indústria, pelo governo, comércio
e entretenimento para enganar o consumidor. Eis uma consulta do
leitor.
Durval
King Bastos,
de Petrópolis, Rio de Janeiro, escreve perguntando sobre
os perigos das lingüiças brasileiras. Diz que seu
médico o adverte sempre para evitá-las, “mas
eu adoro, não consigo parar”, ele afirma.
Olha,
Durval, lingüiça é sempre uma tentação,
eu também tenho de resistir bastante para não devorá-las,
ainda mais fritinhas, sequinhas e acompanhadas de uma geladinha.
Porém, elas não têm lá fama muita boa.
Nunca é demais lembrar o célebre e cínico
conselho, “É bom não saber como são
feitas as leis e as lingüiças”.
Para sua informação, nosso Defecon fez no começo
deste ano uma pesquisa, seguida de teste e avaliação
de 80 tipos de lingüiça de fabricantes de todo o Brasil.
Os resultados, se não são de fazer você abandonar
a lingüiça para sempre, são preocupantes. Todas
são altamente calóricas, gordurosas acima da média
e cerca de 70% das testadas contêm ingredientes, entre espessantes
e conservantes, desconhecidos e nocivos à saúde.
Em vários tipos e fabricantes foi encontrado alto teor
de alburínimio soligerico, ingrediente conhecido como notório
inibidor do apetite e causador de impotência sexual.
Portanto, caro Durval, recomendo que você tente deixar a
lingüiça de lado e parta para um substituto mais saudável,
como, por exemplo, a salsicha light de soja (deve ser um horror,
não?). Mas se não conseguir, procure entrar na lingüiça
com moderação.
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