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“O
banco que acabou com as filas!”
O
fotógrafo de imprensa sair da rotina e da preguiça
e não fotografar mais ninguém de braços cruzados.
O
locutor esportivo deixar de considerar você um retardado,
quando o juiz dá ao jogo um acréscimo de quatro
minutos, por exemplo, e ele acrescenta o óbvio: “Vamos,
portanto, a 49 minutos”.
O locutor parar com o pedantismo e o caipirismo e falar Arsenal,
em vez de Ársenal e o Juventus e o Roma, em vez de a
Juventus, a Roma.
A
dublagem de filme estrangeiro, quase sempre de sotaque carioca,
abandonar o inevitável e preguiçoso “Tá
legal?”
Aparecer
um guarda de trânsito para multar o motorista do carro importado,
em alta velocidade, que quase atropela você, e ainda mostra
o dedo médio como insulto.
Uma
mudança nesta rotina: quanto maior e mais luxuoso o automóvel,
menor o cérebro do dono.
Algo
mais aborrecido que programa de auditório da RAI italiana
ou de debates da TV francesa.
A
moça do telemarketing informar: “Vamos enviar sua
compra em 48 horas”, em vez de “Vamos estar enviando
sua aquisição num período de dois dias corridos”.
Coisa
mais chata que abrir invólucro de CD e catar gilete no
chão.
Ou escritor brasileiro que ganhou prêmio de revelação.
Nada
mais primário que rock “made in Brazil”, ainda
pior que o importado.
Algo
mais aborrecido do que as letras de hino nacional. Só perde
para as chatíssimas e intermináveis letras de samba-enredo
de carnaval
O
presidente admitir: “Meu erro foi confiar em amigos desonestos
que finalmente estão na cadeia”.
Os
amigos do presidente responder: “O chefe de tudo isso foi
o presidente. Ele é que deveria estar também na
cadeia”.
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