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O
leitor que me perdoe, mas vou usar hoje minha coluna para me defender
de graves acusações contra mim e estabelecer a verdade
de uma vez por todas.Acontece que no mês passado decidi
fazer um banquete em homenagem ao deputado cassado Dirceu José
Lameirinho. Era o aniversário dele, conhecido meu há
mais de dois anos. Conversei então com um amigo comum,
José Genaíno, para juntos organizarmos a festa.
Dono de um restaurante em Brasília e homem experiente em
festas e recepções, Genaíno não só
concordou com a homenagem, mas também se prontificou a
só cobrar as bebidas alcoólicas. Todo o resto seria
por conta dele.
O banquete foi um sucesso, com mais de 150 participantes, maior
parte parlamentares e assessores e alguns cabos eleitorais. Dirceu
José adorou, no final, mal conseguiu agradecer, de tão
emocionado que ficou, e a coisa se encerrou aí. Ou pensei
que tivesse se encerrado.
A semana passada, os jornais que não gostam de Dirceu José,
e pelo jeito, de mim também, publicaram acusações
graves, dizendo que o banquete, que teria custado 85 mil reais,
fora as adesões dos convidados (170 reais cada), foi pago
com dinheiro do contribuinte. Genaíno é chefe de
gabinete do senador Aldo Luiz Birbante (PT do C, SP) e teria bancado
tudo com verba do senador, também amigo de Dirceu José.Portanto,
o dinheiro seria do contribuinte, isto é, do povo. Mas
as acusações foram além, dizendo que eu teria
recebido 28 por cento da despesa do banquete.
Devo explicar que sou alvo fácil para essas mentiras, pois
como organizador de festas, recepções, banquetes
e homenagens em Brasília, há mais de 20 anos, cobro
uma taxa de 12 por cento sobre o total. Agora, afirmar que a taxa
foi de 28 por cento é um exagero, e mais que isso, calúnia,
que pretendo esclarecer na Justiça, sendo que já
contratei advogado para tanto. Os caluniadores não perdem
por esperar.
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