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Billy
Lima, criador e coordenador desta coluna, é cantor, compositor,
escritor, cineasta e poeta repentista e conhece como poucos os
bastidores do show business nacional e internacional. Ele apresenta
hoje o depoimento de Natalício Borba Castanho,
de Recife.
Belinha
Carioba, a maior cantora de xaxado do Nordeste, é um ídolo
na nossa região. E eu sou o seu maior fã, o maior
de todos mesmo, podem acreditar. Tenho todos os seus cds e também
todos os lps que ela gravou e acho que ninguém mais aqui
no Recife tem isso tudo que eu tenho. Para ter idéia, vem
muita gente de outros estados na minha casa para conhecer essa
coleção arretada, o que me deixa ainda mais orgulhoso.
Este caso que estou narrando aqui aconteceu mesmo, e logo comigo,
foi uma coincidência que me custou muitos ferimentos, mas
que compensou porque eu nunca ia imaginar que ia ser o anjo da
guarda da Belinha, minha paixão.
Eu andava tranqüilo por uma rua no centro do Recife, quando
vi do outro lado a Belinha, cercada de vários fãs
pedindo autógrafo. Não acreditei que fosse ela,
andando pela rua como uma pessoa qualquer. Não acreditei
o que meus olhos me mostravam.
Não pensei em mais nada, e saí em disparada para
pedir também um autógrafo e, se deixasse, eu até
ia dar um abraço nela. Cruzei a rua correndo sem olhar
pra nada, e foi aí que a coisa aconteceu. Veio um desses
motoqueiros malucos em alta velocidade e me pegou em cheio, com
tanta força que me jogou pro alto e pelo que me contaram
depois fui bater desmaiado na calçada, aos pés da
Belinha! Já imaginaram uma sorte dessa?
Quando acordei, estava deitado no chão e pensei que estava
sonhando, pois a Belinha me passava um lenço molhado na
cabeça e um monte de gente me olhava assustada. Eu tive
sorte, pois além de vários ferimentos, o mais sério
foi na coxa direita, não tive nada muito grave. Com a Belinha
cuidando de mim, quase não senti nada na hora, depois inchou
bastante, mas não ligo não.
O melhor de tudo é que o acidente chamou a atenção
dos jornalistas e de uma turma de televisão que acompanhava
ela pela rua e começaram a tirar fotos de mim. Aí
o pessoal da televisão me filmou quando pediram a ela pra
me dar um beijo. Foi o meu maior momento na vida. E se querem
saber, o caso todo saiu no noticiário da TV, com a minha
cara e tudo, a turma da minha rua veio me cumprimentar, minha
casa ficou lotada de gente e teve festa até de madrugada.
Ô loco, não?
O
leitor interessado em contar uma experiência real, que quase
o fez famoso, deve enviar seus dados (nome completo, residência,
RG) e sua história (máximo de 50 linhas) para o
SacolãoBrasil, aos cuidados de Billy Lima.
O e-mail é aindachegolah@com.br
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