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Como
dizia a Edith, minha falecida esposa, é preciso achar o
melhor no meio do pior.Sempre me recordo dessa lição
de vida e a semana passada tive oportunidade de botá-la
em prática mais uma vez na fila do recadastramento do INSS.
Só essas letras já enchem os aposentados de medo,
imaginem então a fila!
Mas não se preocupe, amigo leitor, vou usar a filosofia
da Edith e não vou contar os horrores que acontecem nessas
filas. Pelo contrário, vou mostrar o lado bom e positivo,
que sempre existe, embora difícil de encontrar.
Na minha frente, estava um senhor com quem fiquei batendo um papo
enquanto a fila não andava.Andando, a fila já é
um tormento, imagine parada! O nome desse outro sofredor, se bem
me recordo, é Castor, e se aposentou como farmacêutico,
depois de trabalhar 30 anos numa rede de drogarias. Muito divertido,
sempre contando piadas, Castor está de bem com a vida e
não demorou para soltar o inevitável trocadilho,
mas com tanta graça que dei boas gargalhadas, dizendo que
é uma droga trabalhar tanto tempo em drogarias.
Ele confessou também, acho porque me achou confiável,
que se fosse depender da aposentadoria de 798 reais já
estava morto há muito tempo. O que o salvou foi o filho,
que lhe arranjou emprego de oficial de gabinete em Brasília,
com um salário de arromba. Ele não disse, mas deu
a entender que é coisa aí pra mais de 5 mil mensais.
Então, meio sem graça, Castor explicou que o filho
é deputado federal pelo PT e que no início tinha
orgulho dele e do governo, mas depois, com tanta patifaria e roubalheira,
morre de vergonha e esconde de todo mundo. Acho que me contou
como um desabafo, sei lá. Fiquei com pena dele e disse
que no filho a gente perdoa tudo, até fazer parte do governo.
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Como meus leitores devem ter percebido, consegui finalmente com
a direção do SacolãoBrasil
mudar o nome da minha coluna, o que eu tentava havia mais de dois
anos. Acho que Vida de Aposentado é
melhor, pois o antigo, Que Dia Chato,
era muito negativo. Gostaria que vocês me escrevessem dizendo
o que acharam.Ok?
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