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Polícia
fecha
escola de salva-vidas
que escondia rede
de pornografia
Por
Gastão Neder
Repórter do Litoral
A polícia de Santos, no litoral paulista, fechou anteontem
e lacrou uma escola para treinamento e formação
de salva-vidas que na verdade escondia as atividades de uma rede
que fabricava e vendia material pornográfico. Foram apreendidos
cerca de 500 vídeos, dvds,cds e cartazes pornográficos,
que já estavam embalados em caixas de papelão e
seriam enviados para diversos países, disfarçados
como sandálias e ervas brasileiras.
A escola funcionava havia dois anos sem que ninguém percebesse
sua verdadeira atividade. Somente a semana passada despertou a
atenção de uma moradora, que estranhou o grande
movimento de mulheres entrando e saindo.
Maria Auxiliadora Boanerges disse que comentou com uma vizinha
o fato de uma escola de formação de salva-vidas
ter tantas alunas, em vez de alunos.
“Não é incomum mulheres salva-vidas”,
comentou Maria, “mas, pelo que sei e vejo nas praias, os
homens são grande maioria. Então despertou minha
curiosidade e passei a ficar de olho no prédio deles, e
usei até o binóculo do meu marido para vigiar. Uma
noite, olhei na janela da escola, que estava com a cortina meio
aberta, e vi algumas mulheres nuas e um homem filmando elas”.
Bonecos
e mulheres
A
moradora avisou o marido, que procurou a delegacia do bairro.
O delegado Salvador Ravanello designou dois policiais, que passaram
a vigiar o prédio da escola. Depois de uma semana, não
houve mais dúvida sobre o que ocorria lá dentro.
Anteontem, o delegado e cinco policiais invadiram o local. De
início, tudo parecia normal na sala de espera. Um funcionário
da portaria, de nome Jônatas, se surpreendeu com a ação
policial. Nas paredes, vários cartazes e fotografias sobre
o curso de salva-vidas.
Quando os policiais entraram no interior do prédio, tudo
parecia normal. Até que um deles descobriu sem querer uma
porta por trás de um grande cartaz que mostrava um instrutor
fazendo socorro boca a boca num boneco.
Na sala secreta foram encontradas dezenas de caixas com material
pornográfico, já com as falsas etiquetas de sandálias
e ervas brasileiras, e prontas para serem enviadas ao exterior.
Cartazes e fotografias mostravam cenas pornográficas com
“instrutores” ministrando aulas de socorro boca a
boca, não com bonecos, mas com mulheres nuas. Foram presos
cinco homens e 11 mulheres que trabalhavam no local.
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