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Com
o dobro de passageiros
nos aviões,empresa promete
menores preços da história
Por
Juan Alberto Trippe
Repórter de aviação
Jovelino Francisco Albuquerque, presidente da General Aerovias,
garante que brevemente vai revolucionar o transporte aéreo
com as tarifas mais baixas já cobradas na história
da aviação comercial brasileira.Ele afirma, por
exemplo, que o vôo São Paulo-Rio não vai custar
mais que 40 reais, do Rio a Salvador, 75 reais e de Porto Alegre
a Manaus, 165 reais.
Ele explica o segredo de tarifas tão baixas: “Vamos
dobrar, e em alguns casos, triplicar, a ocupação
dos aviões. Quanto mais longo o percurso e aeronaves maiores,
mais passageiros e preços mais baixos. Uma solução
tão óbvia e tão simples, que ninguém
pensou nisso. Nós pensamos”, ele afirma.
Perguntado sobre se os passageiros, cada vez mais insatisfeitos
com o desconforto nas viagens aéreas, não irão
se queixar e até mesmo evitar os vôos da General,Albuquerque
afirma que o importante nunca foi o conforto nos aviões,
mas os preços.
“Praticamente todas as empresas aéreas no mundo estão
à beira da falência ou já faliram”,
ele diz. “Os motivos todo mundo conhece: altos custos de
manutenção, combustível sempre subindo,concorrência
selvagem, má administração, e por aí
vai. Quando estive na Índia, um país que depende
muito do transporte aéreo, conheci uma empresa que há
cinco anos dá lucro, bastante lucro. Fui conhecer de perto
e descobri o segredo: em aviões para 100 passageiros, eles
botavam 150 e até 200. Resultado, a tarifa baixava em 50,
70% por cento. Ninguém reclamava do conforto, o que importava
era o preço bem mais baixo que as concorrentes”.
Concorrentes,
cuidado!
Albuquerque,
que enriqueceu com gado, bingos e construção civil,
criou sua empresa dois anos atrás, em pequenos vôos
regionais, mas quase teve de encerrar as atividades por causa
dos problemas habituais, envolvendo o transporte comercial. Ele
pergunta: “Por que não fazer o mesmo aqui? Uma concorrente
minha descobriu esse segredo e em pouco tempo se tornou a mais
lucrativa de todas no Brasil. Só que a General vai oferecer
tarifas ainda mais baixas”.
Ele explica que, pra começar, já no mês que
vem vai botar nos ares os dois Boeings 737-200 que adquiriu recentemente.
“No ano que vem devem chegar os quatro novos jatos que comprei
na Europa e Estados Unidos. Então, aí mesmo é
que a guerra das tarifas vai atingir um novo patamar no mercado.
E um patamar bem baixo. Conforto? Esqueçam. A verdade é
que passageiro não quer saber de conforto, quer é
passagem barata”, garante Albuquerque. “É isso
que ele vai ter. Concorrentes, preparem-se, e cuidem-se!”
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