Curtas e longas

Começa no dia 18 do próximo mês o cada vez mais respeitado Festival do Cinema Inteiramente Independente da Europa Central. O evento reunirá filmes, cineastas, atores e técnicos de 105 países e vai acontecer no Pavilhão das Artes Maiores e Menores, em Bucareste, Romênia. Na cerimônia de abertura será feita uma homenagem especial ao grande diretor romeno Curcan Roz, cujo filme mais famoso, entre dezenas de outros, é “Bretele Iepure” (A Mansão das Almas Perdidas), considerado uma das grandes obras-primas da história do cinema. O curioso é que, feito em 1939, o filme aborda uma história idêntica à de “Cidadão Kane”, o que, na opinião do crítico francês Marc-Robert Louche, deixa Orson Welles em posição difícil. Segundo ele, “um plágio escandaloso feito pelo superestimado cineasta hollywoodiano”.

Chega ao Brasil na semana que vem a atriz belga Honorine Cendrillon para promover seu filme “Tapette Bleu”(ainda sem título em português). Estrela do clássico supremo “Boulette Americain”(Um Beijo, Um Sonho, Uma Ilusão Sem Fim Esperado), que ela fez no Senegal, em 1976, a atriz visitará São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte e Varginha, onde mora um primo seu.

“Era o que faltava para o nosso cinema, de tantos talentos, finalmente se proteger e enfrentar peito a peito os decadentes filmes capitalistas que até agora inundavam nossas telas”. As proféticas palavras são do diretor finlandês Turska Hapan, saudando a muito aguardada e já aprovada lei do governo que, entre outras, vai ajudar o jovem e vibrante cinema da Finlândia a competir em igualdade com as produções estrangeiras.

Está em Ciudad Del Este, no Paraguai, o grande cineasta iraniano Sail Zaytoun, escolhendo locações para seu novo filme, ainda sem título. Mas segundo a revista croata “Rasipati”, Zaytoun já teria se definido pelo título inglês “Burn in Hell Hollywood” (Queime no Inferno, Hollywood).

Estarei ausente desta coluna nas próximas três semanas, convidado que fui para o júri internacional do Festival Africano de Cinema de Shangombo, em Zâmbia.Uma tarefa pesada, já que há 385 filmes inscritos. Estarei, espero, lado a lado com um dos meus ídolos maiores, o grego Karvouno Roz, que vai presidir o júri. Até a próxima.