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Secretária
do Ano perde
título e emprego após
revelar segredos do
escritório e dos chefes
Por
Maribel Garcia
Chefe do secretariado
“Se
você é bonita e gostosa como eu, faça tudo
para seduzir o seu chefe, por mais sério que ele pareça.
Alguns dão a cantada logo de cara, no máximo três
semanas depois de você começar a trabalhar. Se você
gosta do jogo e a coisa parece difícil, comece a usar truques
antigos e infalíveis, como uma saia bem curta, cruzar as
pernas rapidamente e deixar pelo menos dois botões abertos
da blusa transparente”.
Os conselhos acima são apenas a fase inicial do manual
de sedução do chefe, segundo entrevista da secretária
Melinda Volpe à revista Claras, que além de provocar
polêmica e protestos, causou a demissão sumária
dela da empresa internacional onde trabalhava, expulsão
do sindicato da categoria e a cassação dos dois
títulos que ganhou.como Secretária Executiva do
Ano.
Armas infalíveis
Na entrevista que concedeu à revista Claras, Melinda, loura,
sexy e charmosa, revelou segredos, indiscrições
e fofocas dos bastidores envolvendo altos executivos de sua companhia,
onde exercia o cargo de secretária executiva da presidência.
Na segunda parte da entrevista, considerada por muitos como de
mau gosto e, por outros, “uma cartilha muito útil
para seduzir secretárias e patrões”, ela oferece
armas “infalíveis” para derrubar a resistência
do chefe.
“Seja ele do tipo tímido, carrancudo, durão
ou indiferente, não se preocupe”, ela aconselha.
“Nesses casos, é preciso que você dê
um empurrãozinho. Por exemplo, como sempre fiz e nunca
falhou, finja que tropeçou, e derrube água ou café
na roupa dele, peça mil desculpas, faça cara de
constrangimento. Em seguida, use um lenço ou a mão
na roupa do chefe, tentando limpar ou secar, e aí, deixe
escapulir sem querer a mão em local delicado e estratégico.
Melinda assegura: “Já usei esse truque várias
vezes na empresa, e sempre funcionou”.
Ainda segundo o “manual de sedução do chefe”,
há casos em que o presidente é um voraz conquistador
e faz sexo em pleno expediente e até mesmo no sofá
dos fundos da sua sala. Melinda diz que nesses casos (desde que
não seja você o ‘alvo’ do chefe) é
preciso ser extremamente discreta, fingir que não sabe
de nada, usar a imaginação e impedir a todo custo
que alguém entre na sala dele para algum assunto. Ela conta
que certa vez acontecia uma orgia na sala do presidente e apareceu
o vice-presidente com uma questão urgente.
“O homem era gente muito séria e, já pronto
para abrir a porta, eu fingi um desmaio e despenquei no chão.
Ele me acudiu, eu fiquei com um grande galo na testa, mas livrei
a cara do meu chefe”.
Cachê milionário
“Ela deve ter enlouquecido ou algo assim”, disse Dalila
Raimondini, presidente do Sindicato Regional das Secretárias
Executivas, que levou à diretoria a decisão de cassar
o título de Melinda e também desligá-la do
sindicato. A sugestão foi oficializada, entrou em votação
e houve unanimidade a favor da expulsão. Três dias
depois, ela foi demitida da The Huge Shark Machine Co., empresa
americana que fabrica componentes para aviões e foguetes
espaciais, com fábricas em nove países. Tendo começado
como secretária júnior, três anos atrás,
sua beleza, personalidade e inteligência a levaram em pouco
tempo ao alto, quando se tornou secretária executiva do
presidente da filial brasileira da empresa, Magno Robert Douteux.
Segundo Dalila, até agora ninguém conseguiu entender
por que Melinda jogou pela janela um cargo considerado o topo
da carreira de qualquer secretária, com um salário
que, segundo se especula, era de 35 mil reais por mês, além
de todos os benefícios, e os dois títulos de Secretária
Executiva do Ano, que, entre vários prêmios, lhe
deram também viagens para a Espanha e Grécia.
Uma pista para o que aconteceu com certeza está na entrevista
que o diretor de redação da revista “Naked
Beauty” (da mesma editora de Claras), Gaspar
Ribaldo Zanho, deu a um repórter que quis saber o que teria
levado Melinda a causar tanta confusão.
“Em primeiro lugar, a entrevista dela é assunto de
primeira, polêmico, apimentado, que dá o que falar,e
tratamos de publicar imediatamente”, contou Zanho.”Em
segundo lugar, há tempos tentávamos convencê-la
a posar nua para a ‘Naked Beauty’. Ela sempre
recusou, embora tenha dito que já não agüentava
mais a profissão de secretária. Então, resolvemos
aumentar a oferta e chegamos ao topo do que pagamos às
mulheres superespeciais como ela: dois milhões e meio.
Melinda topou na hora. Foi apenas isso”.
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