Cuidado, é tempo de vigaristas!

A coluna Defecon (Defesa do Consumidor) foi criada para proteger você, leitor e consumidor. Ela é coordenada por Hércules Olhovivo, pseudônimo de Roberto Diniz Sé Mendonça, economista, advogado e especialista em pesquisa de preços. Mas a nova seção só funcionará se o leitor nos ajudar, denunciando abusos, alterações e omissões nos preços, pesos, embalagens, rótulos e todos os truques usados pela indústria, pelo governo, comércio e entretenimento para enganar o consumidor. Eis novas denúncias de leitores de todo o Brasil.

Golpe das nozes

Prezado Hércules, agora que está chegando o Natal, quero alertar seus leitores para um macete que um supermercado aqui em Inhaúma está usando. Outro dia comprei meio quilo de nozes importadas, e além do preço absurdo, descobri quando cheguei em casa que a maior parte estava tudo oco, não tinha nada lá dentro. Não sei se estavam secas ou pensei até mesmo que eles tiraram o miolo e colaram as cascas para enganar o comprador. Parece coisa de louco, mas neste país de trambiqueiros, tudo é possível, não acha? Jairo da Silva, Rio de Janeiro.

Motel suspeito

Cuidado com um motel que tem na Estrada das Lágrimas aqui na minha cidade. Tudo que ele anuncia nos jornais e revistas não bate com a verdade. A semana passada fui lá de tarde com minha namorada, comemorando meu aniversário, e solicitei a meia garrafa de champanhe que ofereciam como brinde. Depois de esperar um tempão, me entregaram duas latinhas de cerveja. Reclamei com a hostess e ela me disse que champanhe só após as 21 horas. Durante o dia, só cerveja, guaraná ou tubaína. Não é um absurdo? Namorado Enganado, Varginha, MG.

Concorrência desleal

Nunca é demais me queixar dos camelôs de rua. O pior é que não adianta nada, pois as autoridades não sabem o que fazer com eles e muitas vezes os fiscais olham para o outro lado, ou recebem suborno e tudo fica como está. Sou comerciante estabelecido, pago meus impostos e essa gente atravanca a rua e a porta da minha loja. Já desisti de me queixar. Mas outro dia presenciei um absurdo, que mostra a audácia deles e a ingenuidade do público. Um camelô vendia bijuterias na rua e gritava “Vamos comprar, vamos comprar! O artigo não vale nada, bom é o preço!” E quer saber, Sr. Hércules? Vendeu tudo o que tinha em pouco tempo. Farid Ishal, São Paulo.