Nuas no Congresso

Parabéns pela página central da última edição. O texto irônico e brilhante e a sensacional seleção de fotos da matéria “As Moças Nuas do Congresso” foram as mais incríveis e ousadas que já vi em sua publicação. Gostei mais e me apaixonei de cara pela Narinha Severino, que aparece como veio ao mundo, sentada no colo do tal deputado cassado. Quero mais, muito mais dessas incríveis garotas de Brasília. Aldo Rebello, Muriaé, MG.

O leitor Rebello está enganado, seu e-mail deve ser enviado a outra publicação. Mas antes disso, por favor, mande para nós o nome da tal revista, também queremos conhecer as tais moças nuas do Congresso.

Fogo inimigo

Decidi comemorar com minha família e amigos a vitória do “não” no tal referendo fajuto e fui para a calçada de casa dar uns tiros de festim. Sabem o que aconteceu? Veio a polícia e me levou. Fiquei mais de três horas detido no distrito. Agora pergunto: que diabo de democracia é esta, em que a gente vence nos votos e depois é preso? Salvador Bonetti, Manaus.

No futuro, Salvador, não acredite mais em referendos.

Pés no chão

A reportagem sobre a volta dos sapateiros ao dia-a-dia do brasileiro (Sacolão 56) é não apenas oportuna, mas bastante ilustrativa, pois mostra aonde o governo jogou a classe média: no fundo do poço. Há mais de dois anos não compro sapatos, para mim e minha família, pois o dinheiro anda curto. Estamos vivendo, literalmente, de meias-solas. Só temo que, com o tempo, o brasileiro médio tenha de andar de pé no chão. Rivaldo Sollas, Porto Alegre.

Viva a máquina!

Parabéns ao Igor Zanini, um herói moderno, que se recusa a usar o computador, esse monstro que destrói a visão, os tendões e os nervos. Sabiamente, como mostrou a matéria da edição 57, ele não abre mão da singela e romântica máquina de escrever em seu trabalho. Se houvesse muitos outros como ele o mundo não estaria tão complicado. João Bussab, São Paulo.

Abaixo o computador!

Entendo muito bem a posição firme do Igor Zanini, que em pleno século 21 se recusa a usar o computador, preferindo a máquina de escrever. Sou escritor e tradutor, escrevo muito diariamente e o ano passado resolvi aposentar minha velha Remington e tentar o computador. Entrei para um curso, onde passava duas horas todos os dias na frente do computador. Foi tudo em vão. Não me adaptei de jeito nenhum, sem falar que fiquei com uma dolorosa tendinite. Após o tratamento, espero voltar com alegria à velha, fiel e inofensiva máquina de escrever. Wladyr Buonfiglio, Cotia, SP.

Enquanto houver leitores e escritores como Bussab e Buonfiglio, a máquina de escrever jamais morrerá mesmo.