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Antropólogo
inglês afirma
que homem das cavernas
era louro e inteligente
Por
Horácio Santos Stuart
Redator científico
O antropólogo inglês Sir Bernard Holcomb-Deepgrave
disse ontem em Londres que um dos ancestrais do homem moderno,
o homo habilis, era provavelmente louro e muito mais
inteligente do que se imaginava até agora. Deepgrave revelou
sua descoberta anteontem, durante a sessão mensal da Academia
Real de Antropologia Pré-Histórica e diante de uma
seleta platéia de especialistas, que reagiu com incredulidade
e até mesmo com indignação diante da afirmação.
O homo habilis, que quer dizer “homem hábil”
e que de acordo com a história fabricava seus próprios
utensílios para sobreviver, viveu há quase 2 milhões
de anos antes de Cristo na região onde ficam hoje a Tanzânia
e o Quênia, na África.
Segundo Deepgrave, o homo habilis não era apenas
uma evolução situada entre os Australopitecíneos
(com características de símios e traços humanos)
e o homo erectus (isto é, bípede, de andar
ereto), mas tinham um cérebro maior e mais desenvolvido.
Quanto a sua revelação mais polêmica, a de
que eram louros, o antropólogo afirma que, baseado em fósseis
que descobriu recentemente na África do Sul, bem como em
avançadas pesquisas moleculares e nucleares, esses ancestrais
possuíam cabelos claros, quase louros, provavelmente resultado
de cruzamentos primitivos com símios de pelos brancos.
Arte
ancestral
Classificada
como “absurda e fantasiosa” pelo eminente arqueólogo
e historiador britânico Sir Rhett Butler Phoney, a descoberta
provocou acalorados debates e até mesmo um início
de tumulto, quando outro antropólogo, Long John Silver,
chamou Deepgrave de “charlatão” em altos brados.
Deepgrave não se abalou com a acusação e
após uma breve interrupção a calma voltou
à sisuda e secular sala de reuniões da academia,
inaugurada em 1780 por Horace Greeley Misbehave, fundador da entidade.
O antropólogo retomou a palestra e explicou que, entre
outras descobertas, nas escavações feitas na África
do Sul, encontrou artigos rústicos, alguns revelando imaginação
e criatividade, como um pedaço de pedra polida de grande
semelhança com um pente. Dois outros, exibidos à
platéia, causaram surpresa: uma espécie de martelo
e o que parece um entalhador, ou cinzel, que de acordo com Deepgrave
teria sido usado pelos nossos ancestrais para fazer inscrições
e gravuras nas paredes das cavernas.
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